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14 Tendências de Media, Desporto E Economia Criativa No Brasil Em 2026

O ano de 2026 promete ser um marco histórico para o mercado brasileiro. Diferente de anos anteriores, viveremos uma “tempestade perfeita” de eventos e inovações que vão acelerar a economia. Teremos a Copa do Mundo, eleições presidenciais e a maturação de tecnologias que hoje ainda são novidade, como a Inteligência Artificial generativa e a regulação das apostas esportivas.

Para profissionais de mídia, investidores do esporte e criadores de conteúdo, entender essas mudanças não é apenas curiosidade, é sobrevivência. O Brasil está projetado para liderar o crescimento global em investimentos publicitários, superando grandes potências. Isso significa mais dinheiro circulando, mas também mais concorrência pela atenção do consumidor.

Neste artigo, separamos as 14 tendências que vão dominar as conversas em 2026. Vamos explorar como o entretenimento, o futebol e a economia criativa vão se fundir de formas inéditas.

1. A Nova Era das “Bets” e a Regulação Rigorosa

Em 2026, o cenário das apostas esportivas (as famosas “Bets”) será completamente diferente do “velho oeste” que vimos até 2024. Com a regulamentação plena em vigor, o mercado será dominado por grandes players que conseguem pagar as novas taxas de impostos (que podem chegar a 15% sobre o faturamento).

Isso vai limpar o mercado de empresas aventureiras e trazer mais segurança para o apostador. Para o marketing esportivo, isso significa patrocínios mais caros e disputados, mas com regras de publicidade muito mais rígidas para proteger menores de idade e evitar o vício.

Impacto Previsão para 2026
Impostos Aumento progressivo de tributação para as casas de aposta.
Publicidade Regras estritas sobre horário e mensagem (foco em jogo responsável).
Consolidação Menos empresas, mas marcas mais fortes e internacionais.

2. O Brasil Líder em Crescimento Publicitário

Dados globais indicam que o Brasil terá o maior crescimento em investimento publicitário do mundo em 2026, com uma alta prevista de mais de 9%. Dois motores impulsionam isso: a Copa do Mundo (que sempre inflaciona a mídia) e as eleições.

As marcas vão investir pesado para garantir visibilidade. Porém, o dinheiro não irá apenas para a TV Globo ou grandes portais. A verba será pulverizada em influenciadores, mídias de varejo (Retail Media) e plataformas de vídeo curto.

Indicador Dado Projetado
Crescimento +9,1% em investimento publicitário (Dentsu).
Fatores Copa do Mundo FIFA + Eleições Presidenciais.
Foco Digital First (o digital deve levar 70% da verba).

3. A Consolidação das SAFs no Futebol

A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) deixará de ser novidade para virar o padrão. Em 2026, veremos a segunda onda de SAFs: clubes menores se organizando para receber investimento estrangeiro e clubes grandes buscando modelos mais maduros de gestão.

A tendência é que investidores busquem não apenas times da Série A, mas clubes formadores de base, visando lucro na venda de atletas. O torcedor brasileiro, por sua vez, estará mais exigente: não bastará ter dono, terá que ter resultado em campo e transparência nas contas.

Tendência O que esperar
Expansão Clubes tradicionais migrando para o modelo empresa.
Gestão Foco profissional em marketing e experiência de estádio.
Investimento Entrada de fundos árabes e norte-americanos no mercado.

4. IA como “Infraestrutura” Invisível

Até 2025, a Inteligência Artificial (IA) era o destaque da festa. Em 2026, ela se tornará a eletricidade: essencial, mas invisível. Ninguém mais vai vender “soluções com IA” como diferencial, porque tudo terá IA.

No jornalismo e na criação, a IA fará o trabalho pesado: transcrição, cortes de vídeo, tradução automática e análise de dados. Isso liberará os humanos para o que a máquina não faz: opinião, reportagem de campo e conexão emocional real.

Mudança Antes vs. Depois
Foco De “brincar com ChatGPT” para automação de fluxo de trabalho.
Uso Hiper-personalização de anúncios em tempo real.
Valor O valor estará na curadoria humana, não na geração de texto.

5. Jornalismo “Vídeo-First”

O texto longo não vai morrer, mas deixará de ser a porta de entrada. Pesquisas mostram que o vídeo já é a principal fonte de notícias para o brasileiro. Em 2026, redações de jornais e blogs vão operar com a lógica do TikTok e YouTube Shorts.

A notícia será dada primeiro em vídeo vertical de 60 segundos. O texto virá depois, para quem quiser aprofundar. Quem insistir apenas no texto corrido sem apelo visual perderá relevância rapidamente, especialmente entre o público com menos de 40 anos.

Formato Relevância
Vídeo Curto Principal canal de descoberta de notícias.
Newsletter Canal premium para audiência fiel e leitura aprofundada.
TV Aberta Perde espaço para o consumo “on demand” no celular.

6. Economia de Criadores (Creator Economy) Madura

Ser influenciador deixará de ser visto como “sorte” para ser uma profissão técnica. Em 2026, veremos a classe média dos criadores: pessoas que não são celebridades nacionais, mas que vivem muito bem servindo nichos específicos (como jardinagem, finanças pessoais ou reviews de carros elétricos).

As marcas vão preferir contratar 50 micro-influenciadores com audiência engajada do que uma única celebridade de TV com público disperso.

Perfil Estratégia
Micro-influenciador Alto engajamento e conversão de vendas.
Monetização Venda de produtos próprios (cursos, merch) além de “publi”.
Plataformas Diversificação para não depender só do Instagram.

7. Brand Entertainment: Marcas Criando Cultura

A publicidade interruptiva (aquele anúncio chato que você pula) perde força. A tendência forte para 2026 é o Brand Entertainment. As marcas não vão apenas patrocinar o show; elas vão produzir o show.

Veremos documentários financiados por marcas de esporte, reality shows criados por marcas de cerveja e festivais de música organizados por bancos. O objetivo é criar uma conexão cultural que o anúncio de 30 segundos não consegue mais fazer.

Conceito Exemplo Prático
Conteúdo Séries documentais, podcasts de ficção, eventos proprietários.
Objetivo Fazer parte da conversa cultural, não interrompê-la.

8. Copa do Mundo 2026 e o Streaming

A Copa de 2026 (EUA, México e Canadá) será a Copa do Streaming. Embora a TV aberta ainda tenha força, milhões de brasileiros vão assistir aos jogos pelo celular, no trabalho ou no trânsito, usando 5G.

A transmissão será fragmentada. Você poderá escolher assistir com a narração tradicional, com a narração de um streamer famoso (estilo Casimiro) ou apenas com o som do estádio. A personalização da torcida será total.

Transmissão Tendência
Telas Multi-telas: TV ligada + Celular com estatísticas/memes.
Interatividade Apostas em tempo real integradas à transmissão.
Narrativa Humor e informalidade ganhando da formalidade antiga.

9. Games e Esports no Mainstream

O Brasil já é uma potência gamer. Em 2026, os jogos não serão mais um “nicho”, mas parte central da cultura pop, competindo de igual para igual com o futebol e as novelas.

Eventos de Esports encherão estádios, e atletas de jogos eletrônicos serão garotos-propaganda de marcas de luxo, carros e bancos tradicionais. A barreira entre “esporte real” e “esporte virtual” deixará de existir para a Geração Z e Alpha.

Setor Crescimento
Público Mais diverso (crescimento forte entre mulheres e 30+).
Receita Games mobile liderando o faturamento no Brasil.

10. TV Conectada (CTV) como a Nova TV Aberta

A TV Conectada (Smart TVs com acesso à internet) estará em quase todos os lares brasileiros. O “Zapping” mudou: agora o usuário navega entre apps de streaming (gratuitos com anúncios e pagos).

Para a publicidade, a CTV é o melhor dos mundos: tem o impacto visual da televisão grande na sala, mas com a precisão de dados da internet. Anúncios locais e segmentados na TV da sala serão comuns em 2026.

Dispositivo Impacto
Smart TV O principal eletrodoméstico de mídia da casa.
FAST Channels Canais de TV grátis via streaming (estilo Pluto TV) explodindo.

11. O Retorno Triunfal das Experiências Ao Vivo

Depois de anos de digitalização forçada, o brasileiro quer contato humano. Shows, feiras, partidas de futebol e festivais gastronômicos terão alta demanda em 2026.

Mas há um detalhe: a experiência tem que ser “instagramável” e híbrida. Quem vai ao show quer postar na hora. O evento físico servirá como palco para gerar conteúdo digital.

Tipo de Evento Característica
Híbrido Presencial forte + transmissão online de qualidade.
Foco Experiência sensorial e cenários para fotos/vídeos.

12. Comunidades de Nicho > Audiência de Massa

A era de falar com “todo mundo” acabou. Em 2026, o sucesso de mídia virá da construção de comunidades fechadas e leais. Grupos de WhatsApp, canais de Telegram, Discord e áreas de membros pagas valerão mais do que milhões de seguidores passivos.

Mídias e criadores focarão em membership (assinaturas) e produtos exclusivos para os “superfãs”, em vez de tentar viralizar a qualquer custo para um público que não compra.

Modelo Vantagem
Comunidade Retenção alta e defesa da marca (advocacy).
Receita Recorrente e previsível (assinaturas).

13. Sustentabilidade (ESG) não é mais Opcional

Em 2026, marcas e eventos que não tiverem uma agenda clara de sustentabilidade serão “cancelados” ou ignorados. O consumidor brasileiro, cada vez mais afetado por eventos climáticos, cobrará postura.

Festivais terão que provar gestão de lixo zero. Times de futebol terão que ter programas sociais claros. A “Economia Verde” entra na pauta criativa como requisito básico, não como bônus.

Pilar ESG Ação Esperada
Ambiental Redução de pegada de carbono em produções e eventos.
Social Inclusão real e diversidade nas equipes criativas.

14. Internet via Satélite e Concorrência

Com a entrada de novos concorrentes para a Starlink no Brasil a partir de 2026, a internet de alta velocidade chegará a áreas rurais e remotas com preços mais competitivos.

Isso insere milhões de novos consumidores na economia digital. O produtor rural, o morador de pequenas cidades do interior e comunidades ribeirinhas estarão online, consumindo streaming, cursos e e-commerce, abrindo um novo mercado consumidor gigante.

Tecnologia Benefício
Satélite LEO Baixa latência e cobertura em 100% do território.
Inclusão Democratização do acesso ao consumo digital de alta qualidade.

Perguntas Frequentes (FAQ)

  1. O mercado de influenciadores vai acabar em 2026?

Não, ele vai amadurecer. Influenciadores sem conteúdo autêntico ou que compraram seguidores perderão espaço. O mercado focará em criadores de nicho com autoridade real e capacidade de vendas.

  1. As apostas esportivas serão proibidas no Brasil?

Não. Elas foram regulamentadas. Isso significa que serão legais, mas fiscalizadas. As empresas pagarão impostos altos e terão que seguir regras de publicidade, similar ao que ocorre com o cigarro e álcool, mas adaptado ao setor.

  1. Vale a pena investir em Mídia Digital em 2026?

Sim. O Brasil deve liderar o crescimento global de anúncios. Com a Copa e eleições, a disputa por atenção será alta, e quem dominar a mídia paga e a criação de conteúdo sairá na frente.

  1. O que são as SAFs no futebol?

SAF significa Sociedade Anônima do Futebol. É um modelo onde o clube vira uma empresa, podendo ser comprado por investidores. A tendência é que a maioria dos clubes profissionais do Brasil adote esse modelo até 2026 para sanar dívidas e investir.

Palavras Finais

O ano de 2026 desenha um cenário de oportunidade e profissionalismo. O amadorismo, seja na gestão de um clube de futebol, na criação de um vídeo para o Instagram ou na gestão de uma casa de apostas, não terá mais espaço.

A convergência entre mídia, esporte e economia criativa está criando um ecossistema novo. O futebol vira entretenimento transmídia; a marca vira produtora de conteúdo; o criador vira varejista. Para navegar nesse futuro, a flexibilidade e o uso inteligente de dados (com toque humano) serão as chaves do sucesso. Prepare-se, pois o Brasil será o palco principal dessas transformações globais.