16 líderes em cibersegurança e privacidade de dados em Cabo Verde em 2026
Cabo Verde tem-se afirmado como um hub tecnológico estratégico no Atlântico Médio, mas com a digitalização acelerada surgem novos riscos. Em 2026, a cibersegurança e a proteção de dados não são apenas requisitos técnicos, mas pilares fundamentais da soberania digital e da confiança económica do arquipélago.
A liderança neste setor é diversificada, abrangendo desde reguladores estatais e diretores de agências de inteligência financeira até executivos de telecomunicações e especialistas em infraestruturas críticas. Estes profissionais estão na linha da frente da defesa contra ciberameaças, garantindo a conformidade com leis de privacidade rigorosas e promovendo uma cultura de segurança digital resiliente. Este artigo destaca as figuras e os cargos que moldam o ecossistema de segurança da informação no país.
Por Que a Liderança em Cibersegurança é Crucial Agora
A transformação digital em Cabo Verde, impulsionada por iniciativas como o Parque Tecnológico e a governação eletrónica (e-Gov), exige uma vigilância constante. Os líderes listados abaixo não apenas implementam tecnologias; eles definem estratégias nacionais, protegem dados bancários sensíveis e asseguram que a conectividade do país permanece segura contra o cibercrime transnacional.
Top 16 Líderes de Cibersegurança e Proteção de Dados
1. Faustino Varela Monteiro (CNPD)
Como Presidente da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), Faustino Varela Monteiro é a figura central na defesa da privacidade dos cidadãos cabo-verdianos. A sua liderança tem sido vital para fazer cumprir a legislação de proteção de dados, garantindo que tanto entidades públicas como privadas respeitem os direitos digitais dos indivíduos.
| Cargo | Presidente da CNPD |
| Foco | Regulação, Privacidade de Dados, Conformidade Legal |
| Impacto | Fiscalização do tratamento de dados em setores críticos como banca e saúde. |
2. Carlos Tavares Pina (NOSi)
Na qualidade de Presidente do Conselho de Administração do Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSi), Pina lidera a entidade responsável pela infraestrutura tecnológica do Estado. A sua gestão foca-se na resiliência da Rede Tecnológica Privativa do Estado (RTPE) e na implementação de soluções de governação digital segura.
| Cargo | PCA do NOSi (E.P.E.) |
| Foco | Governação Digital, Infraestrutura de Estado, Cloud Segura |
| Impacto | Modernização segura da administração pública e serviços online. |
3. Leonilde Tatiana dos Santos (ARME)
À frente da Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME), Leonilde dos Santos desempenha um papel crucial na regulação técnica do setor das comunicações. A ARME define os padrões de segurança e qualidade que os operadores de telecomunicações devem seguir, protegendo a integridade das redes nacionais.
| Cargo | Presidente do Conselho de Administração da ARME |
| Foco | Regulação de Telecomunicações, Cibersegurança em Redes |
| Impacto | Supervisão da segurança das infraestruturas críticas de comunicação. |
4. Manuel António Livramento da Lomba (Polícia Judiciária)
Como Diretor Nacional da Polícia Judiciária (PJ), Manuel da Lomba lidera o combate direto ao cibercrime. Sob a sua direção, a PJ tem reforçado as capacidades de investigação criminal tecnológica, enfrentando desafios como fraudes online, tráfico de dados e crimes informáticos complexos.
| Cargo | Diretor Nacional da Polícia Judiciária |
| Foco | Investigação Criminal, Combate ao Cibercrime, Forense Digital |
| Impacto | Resposta policial a incidentes de segurança e desmantelamento de redes criminosas. |
5. Hélio Africano Varela (NOSi)
Administrador Executivo e Coordenador Técnico do NOSi, Hélio Varela é um dos “arquitetos” da segurança técnica do Estado. Com vasta experiência em engenharia de sistemas, ele supervisiona as operações de cibersegurança e a implementação de protocolos de defesa na rede governamental.
| Cargo | Administrador Executivo / Coordenador Técnico (NOSi) |
| Foco | Arquitetura de Segurança, Operações de TI, Resiliência de Redes |
| Impacto | Garantia operacional da segurança dos serviços digitais do Estado. |
6. Pedro Lopes (Governo – Economia Digital)
Enquanto Secretário de Estado da Economia Digital, Pedro Lopes é a face política da inovação em Cabo Verde. Ele impulsiona a agenda digital nacional, defendendo políticas que integram a cibersegurança como um componente essencial para atrair investimento tecnológico e nómadas digitais.
| Cargo | Secretário de Estado da Economia Digital |
| Foco | Estratégia Nacional, Inovação, Políticas Públicas Digitais |
| Impacto | Promoção de um ecossistema digital seguro e atrativo para investimento. |
7. Inoweze Ferreira (Unitel T+)
O Diretor Geral da Unitel T+ é uma voz ativa sobre a importância da liderança na era digital. Inoweze Ferreira tem destacado a necessidade de proteger as comunicações móveis e os dados dos clientes, investindo em infraestruturas seguras num mercado altamente competitivo.
| Cargo | CEO da Unitel T+ |
| Foco | Telecomunicações, Segurança de Clientes, Inovação Corporativa |
| Impacto | Proteção de dados em comunicações móveis e serviços de internet. |
8. João Domingos Correia (Cabo Verde Telecom)
Como Presidente do Conselho de Administração da Cabo Verde Telecom (CVTelecom), João Domingos Correia gere a espinha dorsal das comunicações do país, incluindo os cabos submarinos. A segurança física e lógica destas infraestruturas é vital para a conectividade internacional do arquipélago.

| Cargo | PCA da Cabo Verde Telecom |
| Foco | Infraestruturas Críticas, Cabos Submarinos, Conectividade |
| Impacto | Manutenção da soberania e segurança das ligações internacionais de dados. |
9. António Sebastião Sousa (UIF)
Diretor da Unidade de Informação Financeira (UIF), António Sousa lidera a luta contra o branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. A segurança dos dados financeiros e a análise de transações suspeitas são fundamentais para a integridade do sistema financeiro de Cabo Verde.
| Cargo | Diretor da Unidade de Informação Financeira |
| Foco | Inteligência Financeira, Anti-Lavagem de Dinheiro (AML), Segurança de Dados |
| Impacto | Proteção do sistema financeiro contra uso ilícito e crimes económicos. |
10. Milton Cabral (DGTED)
Como Diretor Geral das Telecomunicações e Economia Digital, Milton Cabral trabalha na harmonização técnica e legal do setor. O seu papel envolve a criação de regulamentos que fomentem a cibersegurança e o desenvolvimento sustentável da economia digital.
| Cargo | Diretor Geral (DGTED) |
| Foco | Políticas de Telecomunicações, Regulação Digital, Desenvolvimento |
| Impacto | Implementação de normas técnicas para um ambiente digital seguro. |
11. Nilton Antunes (Especialista em Energia e Cibersegurança)
Um especialista emergente que conecta a transição energética à segurança digital. Nilton Antunes tem alertado para os riscos cibernéticos nas redes elétricas inteligentes (Smart Grids), defendendo uma estratégia nacional para proteger as infraestruturas críticas de energia.
| Cargo | Especialista em Energia e Cibersegurança |
| Foco | Segurança de Infraestruturas Críticas, Smart Grids, Resiliência |
| Impacto | Advocacia pela proteção das redes de energia contra ciberataques. |
12. Liderança da SISP (Sociedade Interbancária e Sistemas de Pagamentos)
A SISP gere a rede Vinti4 e atua como entidade certificadora. A sua liderança executiva é responsável por assegurar a inviolabilidade das transações eletrónicas em Cabo Verde, gerindo a infraestrutura de chaves públicas (PKI) e a segurança dos pagamentos.
| Cargo | Direção Geral / Administração da SISP |
| Foco | Pagamentos Eletrónicos, Certificação Digital, Segurança Bancária |
| Impacto | Confiança nas transações financeiras digitais e comércio eletrónico. |
13. Karamba Badio (IFC / Banco Mundial)
Como Representante Residente da IFC (International Finance Corporation), Karamba Badio influencia o financiamento de projetos digitais. O seu foco no setor privado incentiva as empresas a adotarem melhores práticas de governança e segurança de dados como critério para investimento.
| Cargo | Representante Residente da IFC |
| Foco | Investimento Privado, Desenvolvimento Digital, Governança |
| Impacto | Estímulo à adoção de standards de segurança no setor privado. |
14. Direção de Sistemas de Informação (Banco de Cabo Verde)
A equipa de liderança de TI e Segurança do Banco de Cabo Verde (BCV), o banco central, define as regras prudenciais para o risco cibernético em todo o setor bancário. Eles supervisionam a resiliência das instituições financeiras contra ataques sistémicos.
| Cargo | Direção de Tecnologias/Segurança (BCV) |
| Foco | Supervisão Bancária, Risco Cibernético, Estabilidade Financeira |
| Impacto | Regulação da cibersegurança no setor financeiro nacional. |
15. Mayra Silva (Cabo Verde Digital)
Coordenadora e figura proeminente da Cabo Verde Digital, Mayra Silva trabalha diretamente com startups. O seu papel é crucial para incutir uma mentalidade de “Security by Design” nos novos empreendedores tecnológicos, garantindo que a inovação nasce segura.
| Cargo | Liderança Comunitária / Cabo Verde Digital |
| Foco | Startups, Ecossistema Tecnológico, Capacitação |
| Impacto | Formação da próxima geração de empresas tecnológicas seguras. |
16. Lumumba Barbosa (NOSi)
Diretor Executivo no NOSi, Lumumba Barbosa é uma referência técnica na implementação de projetos de governação eletrónica. A sua atuação foca-se na eficiência e segurança dos sistemas de informação que servem a administração pública e o cidadão.
| Cargo | Diretor Executivo (NOSi) |
| Foco | Desenvolvimento de Software Seguro, Interoperabilidade, e-Gov |
| Impacto | Entrega de serviços públicos digitais fiáveis e seguros. |
O Futuro da Proteção de Dados em Cabo Verde
À medida que Cabo Verde avança para 2030 com a ambição de ser um “Cyber Island”, a colaboração entre estes líderes será determinante. A cibersegurança e proteção de dados deixarão de ser apenas tópicos de TI para se tornarem questões de segurança nacional. A harmonização entre a regulação (ARME, CNPD), a implementação técnica (NOSi, Operadores) e a justiça (PJ) criará um escudo digital robusto para o país.
