Trump impõe tarifas adicionais de 100% sobre produtos chineses, aumenta controles de exportação sobre ‘software crítico’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira, 10 de outubro de 2025, uma medida dura contra a China: o governo americano vai impor uma tarifa adicional de 100% sobre todos os produtos importados da China, que será aplicada a partir de 1º de novembro de 2025. Essa tarifa será cobrada além das tarifas já vigentes sobre importações chinesas, elevando significativamente o custo dos produtos chineses no mercado americano.
Além disso, na mesma data, os Estados Unidos também irão implementar controles rigorosos sobre a exportação de todo e qualquer software crítico, numa tentativa de limitar o acesso chinês a tecnologias sensíveis.
Motivo do endurecimento: resposta à China e restrição a minerais estratégicos
Trump tomou essa decisão em resposta a uma medida recente da China que impôs restrições agressivas na exportação de minerais de terras raras, recursos essenciais para muitas indústrias de alta tecnologia em todo o mundo. Cerca de 70% da produção global desses minerais, usados na fabricação de carros elétricos, equipamentos eletrônicos, sistemas de defesa e semicondutores, vem da China.
Em 9 de outubro, o Ministério do Comércio chinês anunciou que, a partir de 1º de dezembro de 2025, empresas estrangeiras precisarão de licença oficial para exportar qualquer produto que contenha mais de 0,1% desses minerais ou que sejam fabricados usando tecnologia chinesa relacionada à extração, refino, produção de ímãs ou reciclagem dessas matérias-primas.
Esse controle sobre as exportações de terras raras representa uma importante estratégia de Pequim para manter influência geopolítica, especialmente em um momento de tensões comerciais crescentes com os Estados Unidos.
Histórico das tarifas e situação atual
A relação comercial entre EUA e China já vinha marcada por tarifas elevadas desde anos anteriores, após uma guerra comercial iniciada na gestão Trump em 2018. Desde então, tarifas significativas foram impostas sobre vários produtos chineses:
- Sobre aço e alumínio, as tarifas chegam a aproximadamente 50%.
- Produtos de consumo têm aplicação de tarifas em torno de 7,5%.
- A média efetiva das tarifas atuais sobre importações chinesas é de cerca de 40%.
Antes da nova medida de Trump, o teto dessas tarifas nos EUA estava em cerca de 30% para muitos produtos, depois que níveis mais altos foram reduzidos em negociações anteriores. Com a nova tarifa de 100% anunciada, o total poderá atingir algo próximo a 130% para alguns produtos, ampliando drasticamente a carga tributária sobre bens chineses importados.
Declarações de Trump e o tom do conflito
Em uma publicação em sua rede social Truth Social, Donald Trump criticou duramente a China, dizendo que o país enviou uma “carta extremamente hostil ao mundo”, anunciando a imposição de controles de exportação em praticamente todos os seus produtos, inclusive em itens que não produzem. Para Trump, essa atitude é “sem precedentes”, “absurda” e uma “desgraça moral” nas relações comerciais internacionais.
O presidente também revelou que, em razão dessas ações chinesas, pretende impor as medidas americanas a partir de 1º de novembro de 2025, podendo antecipar a data dependendo de novas ações chinesas. Trump destacou que essa resposta será feita somente pelos Estados Unidos, deixando em aberto se outras nações seguirão a mesma linha. Ele ainda sugeriu que poderia cancelar a reunião prevista com o presidente chinês Xi Jinping durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), marcada para outubro na Coreia do Sul, devido a esse aumento das tensões comerciais.
Impactos e consequências esperadas para a economia global
Especialistas e analistas econômicos já alertam que essa escalada nas tarifas e nos controles de exportação pode ter efeitos profundos em várias cadeias globais de suprimentos, especialmente nas seguintes áreas:
- Setor de semicondutores: que depende dos minerais de terras raras para a fabricação de chips.
- Indústria automotiva, principalmente na produção de veículos elétricos, que necessitam de ímãs e componentes produzidos a partir desses minerais.
- Setor de defesa e militar, que utiliza esses materiais em tecnologias avançadas para equipamentos e sistemas de segurança.
- Energia renovável e eletroeletrônicos, devido à necessidade dos elementos para turbinas eólicas, painéis solares e componentes eletrônicos.
Organizações como o Peterson Institute for International Economics e analistas da Harvard Kennedy School afirmam que a imposição de tarifas extras subindo o custo para níveis acima de 100% limita o comércio internacional e pode levar a represálias duras da China, gerando uma instabilidade que pode repercutir em desaceleração global. Mercados financeiros já apresentaram quedas significativas em resposta à notícia, refletindo preocupações sobre possíveis impactos econômicos negativos, inclusive com riscos de recessão em países fortemente integrados ao comércio global.
Contexto recente da guerra comercial e negociações
Desde a posse de Trump em janeiro de 2025, a guerra comercial com a China passou por diversos altos e baixos:
- Em fevereiro, tarifas adicionais foram aplicadas sobre produtos chineses, como resposta a questões relacionadas a preliminares químicos do fentanil.
- Em abril, as tarifas atingiram picos, chegando a níveis combinados de 145% em alguns produtos chineses, e a China retaliou com tarifas próprias, chegando a 125%.
- Em maio, houve uma trégua de 90 dias, reduzindo as tarifas para aproximadamente 30% nos EUA, com negociações em andamento para um acordo mais amplo.
Contudo, as recentes medidas da China sobre terras raras e as respostas anunciadas pelos EUA indicam uma possível nova fase de conflito comercial acirrado, com menos espaço para concessões.
Próximos passos e expectativas
- Os Estados Unidos iniciarão a cobrança da tarifa adicional de 100% sobre as importações chinesas a partir de 1º de novembro de 2025, podendo antecipar essa data.
- No mesmo dia, começarão as restrições rígidas sobre exportação de software crítico para a China.
- A China, por sua vez, implementará os controles para a exportação de minerais de terras raras e produtos relacionados a partir de 1º de dezembro de 2025, exigindo licenças para empresas estrangeiras.
- A possibilidade de cancelamento da reunião entre Trump e Xi Jinping na APEC sinaliza aumento da tensão política paralelamente ao conflito comercial.
Especialistas seguem atentos para os próximos capítulos dessa disputa, que pode redesenhar o panorama do comércio internacional e a geopolítica das tecnologias estratégicas. Se desejar, pode ser produzido um texto otimizado para SEO sobre essa notícia para websites, com título, meta descrição e palavras-chave alinhadas para maior alcance. Essa versão busca manter e expandir todas as informações do texto original para oferecer uma leitura completa e detalhada, com explicações e contexto sobre os impactos e as motivações da medida americana contra a China.
