Apple TV Plus está sendo rebatizado para… Apple TV
A Apple anunciou de forma sutil que seu serviço de streaming, anteriormente conhecido como Apple TV Plus, agora adotará o nome simplificado de Apple TV, com uma “identidade vibrante e nova”. Essa mudança foi revelada no final de um comunicado oficial sobre o filme “F1: O Filme”, que estreia no streaming globalmente em 12 de dezembro de 2025. A empresa de Cupertino, pioneira em inovação de entretenimento, busca assim alinhar sua oferta de conteúdo original a uma marca mais direta e integrada ao ecossistema de produtos. Até o momento da redação, o site oficial da Apple e o portal de imprensa ainda mantêm a denominação Apple TV Plus, indicando que a transição para a nova identidade visual e textual está em andamento inicial.
O anúncio, datado de 13 de outubro de 2025, destaca a estratégia da Apple de simplificar nomes em meio a um mercado de streaming cada vez mais competitivo. Diferentemente de rivais como Netflix ou Disney+, que mantêm marcas distintas, a Apple optou por uma abordagem minimalista, removendo o “+” que diferenciava o serviço desde seu lançamento em 2019. Essa decisão reflete a maturidade da plataforma, que acumula prêmios como o Oscar para “CODA” e Emmys para séries como “Severance” e “Ted Lasso”. Para os usuários, isso pode significar uma experiência mais fluida ao navegar pelo catálogo, mas exige monitoramento das atualizações em apps e sites.
O filme “F1: O Filme” e seu impacto no anúncio da rebranding
O comunicado que revelou a rebranding veio atrelado ao sucesso estrondoso de “F1: O Filme”, o primeiro grande acerto teatral da divisão Apple Original Films. Dirigido por Joseph Kosinski, conhecido por “Top Gun: Maverick”, o longa-metragem estrelado por Brad Pitt como um piloto veterano de Fórmula 1 em busca de um retorno épico, arrecadou mais de US$ 629 milhões em bilheteria global desde sua estreia nos cinemas em 27 de junho de 2025. Produzido por Jerry Bruckheimer e com coprodução do ídolo da F1 Lewis Hamilton, o filme se tornou o esportivo mais rentável de todos os tempos e o original de maior bilheteria no ano, superando recordes como o maior lançamento de um filme live-action de Brad Pitt sem ajuste por inflação.
Com uma nota A no CinemaScore e 97% de aprovação do público no Rotten Tomatoes, “F1: O Filme” é elogiado por sua autenticidade no mundo das corridas, capturando a adrenalina das pistas com apoio oficial da Fórmula 1. Após uma segunda rodada de exibições nos cinemas em agosto de 2025 e disponibilidade para compra em casa, o título agora chega ao streaming exclusivo no Apple TV, disponível para assinantes sem custo adicional. Bruckheimer destacou em declaração oficial a empolgação de levar essa “viagem cinematográfica exaustiva” para mais de 1 bilhão de telas em mais de 100 países, graças ao alcance global da Apple. Essa estreia reforça o compromisso da empresa com janelas teatrais tradicionais para filmes-eventos, diferentemente de estratégias de lançamento direto para streaming adotadas por algumas concorrentes.
O filme não só impulsiona o catálogo do Apple TV, mas também ilustra a integração do serviço com o ecossistema Apple: ele pode ser comprado via app Apple TV antes da estreia no streaming, acessível em iPhones, iPads, Apple TV 4K, Macs e até TVs inteligentes de marcas como Samsung, LG e Sony. Para novos assinantes, há um teste gratuito de sete dias, e promoções como três meses grátis ao comprar dispositivos como iPhone ou Apple TV 4K. Essa sinergia destaca como a rebranding pode otimizar a promoção de conteúdos premium, atraindo fãs de automobilismo e esportes para o serviço.
Desafios de confusão na marca: sobreposição com hardware e app
A simplificação para Apple TV pode gerar confusão significativa, pois o nome já é usado pelo hardware Apple TV 4K, um set-top box de alta performance lançado em 2022 com suporte a 4K, HDR e integração com Siri, e pelo app Apple TV, que serve como hub para compras, aluguéis e acesso a canais como HBO Max ou Disney+. Essa sobreposição é evidente no próprio texto do anúncio: ele menciona que “F1” está disponível para compra no app Apple TV antes de sua estreia “no Apple TV”, e que o Apple TV pode ser acessado “no app Apple TV” em dispositivos como o Apple TV hardware. Analistas apontam que isso cria uma “pesadelo de nomenclatura”, onde três entidades distintas compartilham o mesmo rótulo, potencialmente frustrando consumidores casuais.
Estudos de mercado indicam que 96% dos americanos conhecem o Apple TV Plus, mas apenas 51% distinguem o serviço de streaming de outros SVODs, comparado a 88% para o Netflix. Essa ambiguidade pode levar a fricções, como a crença errônea de que o hardware Apple TV 4K é necessário para acessar o streaming, quando na verdade o app funciona em Roku, Amazon Fire TV, PlayStation e Xbox. A Apple foi questionada sobre ajustes, como logos diferenciados ou renomeações parciais, mas não respondeu até agora. No entanto, indícios de uma “identidade vibrante” aparecem em betas do iOS 18.1, sugerindo um ícone atualizado para o serviço de streaming, possivelmente com cores mais vivas para diferenciá-lo do hardware cinza metálico.
Essa confusão não é nova: historicamente, a Apple lidou com iTunes Video, evoluindo para o app e o hardware, enquanto o “+” foi adicionado em 2019 para sinalizar conteúdo exclusivo. Removê-lo agora alinha o serviço à linguagem natural dos usuários, que já o chamam de “Apple TV” informalmente, mas exige esforços para educar o público sobre as distinções.
História do Apple TV e conquistas do catálogo original
Lançado em 1º de novembro de 2019 como Apple TV Plus, o serviço entrou no competitivo mercado de streaming com “The Morning Show”, drama estrelado por Jennifer Aniston e Reese Witherspoon, ao lado de sete outras séries originais. Desde então, acumulou 553 prêmios e 2.562 indicações, incluindo sucessos como “Ted Lasso” (com Jason Sudeikis), “Severance” (criada por Dan Erickson) e filmes como “CODA”, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2022. Outros destaques incluem “Pachinko”, “Foundation”, “See” e “The Buccaneers”, focando em narrativas premium com elencos de alto calibre.
Com preço de US$ 9,99 por mês (ou equivalente em outras moedas), o Apple TV se diferencia por ausência de anúncios, downloads offline e suporte familiar, permitindo até seis perfis por conta. Disponível em mais de 100 países, ele compete com gigantes ao priorizar qualidade sobre quantidade, embora não lidere rankings de audiência Nielsen como Netflix ou Disney+. A rebranding marca o fim da era do “+”, juntando-se a mudanças em HBO Max (agora Max) e Paramount+, mas mantém serviços como Apple Fitness+ e Apple News+ inalterados. Especialistas veem isso como um sinal de confiança: “A simplicidade é o luxo supremo”, segundo Matt Sia, diretor criativo da Pearlfisher, que elogia a maturidade da marca Apple.
Perspectivas futuras: o que a rebranding significa para os usuários
Essa mudança posiciona o Apple TV como o coração do ecossistema de vídeo da Apple, priorizando o conteúdo sobre o hardware. Com a expansão de originais e licenças, como direitos potenciais para streaming de Fórmula 1 nos EUA inspirados pelo sucesso de “F1”, a plataforma busca se tornar essencial para famílias e entusiastas de entretenimento. Para usuários brasileiros e lusófonos, o serviço já oferece legendas e dublagens em português, acessível via app em smart TVs e consoles, com preço local de R$ 29,90 mensais.
Branding experts aplaudem a jogada como estratégica, sinalizando que a Apple não precisa mais do “+” para provar seu valor no streaming. No entanto, a transição pode levar semanas para se refletir em interfaces, e a empresa deve investir em campanhas para esclarecer diferenças. Para quem já assina, nada muda no catálogo ou preço imediato, mas a “identidade vibrante” promete uma interface mais moderna, possivelmente integrada a visores como Apple Vision Pro. Monitore o site da Apple para atualizações, especialmente com estreias como “F1” aproximando-se.
a informação foi coletada do Verge e do Deadline.
