A Copa do Mundo de 2026 Contará com um Recorde de 48 Equipes em Três Países
A Copa do Mundo FIFA de 2026 vai marcar um novo capítulo na história do futebol ao ser o primeiro torneio com 48 seleções participantes, um salto de 16 equipes em comparação com o formato anterior de 32 times, que vigorou desde 1998. Essa expansão, aprovada pelo Conselho da FIFA em 2017 e ajustada em 2023, visa incluir mais nações de todos os continentes, promovendo maior diversidade e oportunidades para o esporte global. Enquanto as eliminatórias nas seis confederações continentais avançam para o final, já são 30 países com vaga garantida, e as campanhas qualificatórias continuam a definir o panorama até março de 2026. Os anfitriões – Estados Unidos, México e Canadá – se classificam automaticamente, o que reforça a tradição norte-americana de sediar grandes eventos, como a edição de 1994 nos EUA.
A competição terá uma escala inédita, com 104 partidas no total, distribuídas em 12 grupos de quatro equipes cada, um aumento significativo dos 64 jogos das edições passadas, permitindo que mais times disputem pelo menos três partidas na fase de grupos. O calendário vai de 11 de junho a 19 de julho de 2026, totalizando 39 dias de duração – sete a mais que os 32 dias das Copas de 2014 e 2018 –, o que dá mais tempo para recuperação dos jogadores e uma distribuição equilibrada das sedes.
Essa será a primeira vez que três nações co-sediam o torneio desde 2002, quando Coreia do Sul e Japão dividiram a honra, e o México se tornará o primeiro país a hospedar ou co-hospedar o Mundial masculino pela terceira vez, após 1970 e 1986. Os 16 estádios envolvidos estão espalhados por 16 cidades em três países, com jogos em locais icônicos como o Estádio Azteca, no México, para a partida de abertura, e o MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey, para a final, garantindo uma experiência vibrante para torcedores de todo o mundo.
Times Classificados Aumentam Rapidamente
Até 14 de novembro de 2025, a Croácia se tornou a mais recente nação europeia a confirmar sua presença, ao derrotar as Ilhas Faroé por 3 a 1 em uma partida eletrizante das eliminatórias da UEFA, juntando-se assim à Inglaterra e à França como os três primeiros da Europa a se qualificarem. Como vice-campeã mundial em 2018, a Croácia demonstrou resiliência ao reverter um placar inicial adverso: o zagueiro Joško Gvardiol empatou o jogo com um gol firme, abrindo caminho para os ataques decisivos de Petar Musa e Nikola Vlašić, que selaram a vitória e garantiram a classificação com uma rodada de antecedência.
“Nosso objetivo foi alcançado com uma partida de antecedência nas eliminatórias. Podemos dizer com orgulho que estamos classificados”, declarou Gvardiol após o apito final, destacando o alívio e a motivação da equipe para defender sua reputação em solo norte-americano. Essa vitória não só reforça o histórico croata de surpresas em Copas do Mundo, mas também ilustra a competitividade feroz das eliminatórias europeias, que alocam 16 vagas no total para a UEFA.
Nas outras confederações, o avanço é igualmente animador, com nove nações africanas já garantindo vagas pela CAF, que tem direito a nove slots diretos Marrocos, Argélia, Egito, Gana, Senegal, Tunísia, África do Sul, Costa do Marfim e Cabo Verde. O Cabo Verde, com uma população de apenas 600 mil habitantes, representa uma das maiores histórias de superação, tornando-se a segunda nação menor a se classificar para uma Copa do Mundo, atrás apenas da Islândia, e estreando no torneio após uma campanha sólida que incluiu vitórias surpreendentes contra favoritos. A África, berço de talentos como Mohamed Salah (Egito) e Sadio Mané (Senegal), promete injetar energia e imprevisibilidade, com times que já mostraram força em edições recentes, como o Marrocos semifinalista em 2022.
Na América do Sul, a CONMEBOL distribui seis vagas diretas, conquistadas por Argentina, Brasil, Uruguai, Colômbia, Equador e Paraguai, em uma das eliminatórias mais acirradas da história, com duelos épicos como o 1 a 0 do Paraguai sobre o Brasil nas rodadas finais. A Argentina, atual campeã mundial, chega como favorita sob o comando de Lionel Messi, que pode disputar sua última Copa em casa (considerando as sedes próximas), enquanto o Brasil busca recuperar o brilho com estrelas como Vinícius Júnior. A Bolívia, terminando em sétimo, avança para os playoffs intercontinentais, adicionando emoção à região que produziu lendas como Pelé e Diego Maradona.
A Ásia, com oito vagas pela AFC, celebra a classificação de Japão, Austrália, Irã, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Catar, Uzbequistão e Jordânia, com destaques para os estreantes Uzbequistão e Jordânia, que superaram barreiras históricas em uma confederação em expansão. O Japão, com sua tradição de disciplina tática e jogadores na Europa como Takefusa Kubo, e a Austrália, conhecida pela garra em Mundiais passados, fortalecem o continente que viu a Arábia Saudita chocar a Argentina em 2022. A Coreia do Sul e o Catar completam o grupo, trazendo experiência de sedes anteriores.
Pela OFC, a Oceania ganha uma vaga direta pela primeira vez, assegurada pela Nova Zelândia, que dominou as eliminatórias do Pacífico e representa um marco para uma região historicamente sub-representada, com o técnico Michael Woud destacando o orgulho nacional nessa conquista inédita.
Vagas Finais Ainda em Disputa
Com 18 vagas restantes em um total de 48, a tensão nas eliminatórias é palpável, especialmente na Europa, onde potências como Bélgica, Suíça, Holanda, Portugal, Espanha e Alemanha lideram suas chaves e estão a um passo da qualificação. A Holanda avançou com um empate de 1 a 1 contra a Polônia em 14 de novembro de 2025, em um jogo marcado pela intensidade e pelo gol de Virgil van Dijk, mantendo os laranjas invictos na campanha. No dia seguinte, 15 de novembro, a Suíça tinha a chance de selar sua sexta aparição consecutiva com uma vitória sobre a Suécia, em Estocolmo, onde Granit Xhaka e companhia buscam repetir o sucesso de 2018 e 2022.
Outros gigantes, como a Portugal de Cristiano Ronaldo – que pode fazer sua oitava e última Copa –, a Espanha bicampeã recente e a Alemanha tetracampeã, enfrentam rodadas decisivas em novembro, com playoffs em março de 2026 para os vice-líderes e seleções baseadas no ranking da Nations League. A UEFA, com 16 vagas, usa um formato de 12 grupos qualificatórios, onde os vencedores avançam direto e os segundos disputam playoffs em quatro caminhos, garantindo paridade e drama até o fim.
O formato expandido aloca vagas de forma equilibrada 16 para UEFA, nove para CAF (África), oito para AFC (Ásia), seis para CONMEBOL (América do Sul) e seis para CONCACAF (América do Norte, Central e Caribe) – sendo três para os anfitriões, com as outras três ainda em disputa em grupos finais, onde Suriname, Jamaica e Honduras lideram, mas com jogos restantes em novembro. A OFC tem uma vaga garantida, e as duas últimas virão dos playoffs intercontinentais em março de 2026, no México, reunindo seis equipes: uma de cada confederação exceto UEFA, mais uma extra da CONCACAF.
Times como Bolívia (CONMEBOL), Nova Caledônia (OFC), e potenciais de AFC, CAF e CONCACAF disputarão semifinais e final nesse mini-torneio, adicionando uma camada extra de emoção global. As eliminatórias da CONCACAF, em terceira fase, envolvem grupos de quatro com dois jogos por equipe restantes, onde os líderes se classificam direto e os melhores segundos vão para playoffs, destacando o crescimento do futebol na região com talentos como Alphonso Davies (Canadá) e Christian Pulisic (EUA).
Essa estrutura não só aumenta a inclusão – com mais de 200 nações inicialmente competindo nas preliminares –, mas também mitiga riscos de conluios observados em formatos anteriores, como o proposto de 16 grupos de três times em 2017, que foi alterado para os atuais 12 grupos de quatro para promover jogos mais competitivos e justos.
Sorteio e Formato Inovador
O sorteio oficial da Copa do Mundo está marcado para 5 de dezembro de 2025, em Washington, D.C., nos Estados Unidos, onde as 48 seleções serão distribuídas em 12 grupos de quatro times, considerando critérios como ranking FIFA e representação geográfica para evitar desequilíbrios. Os dois primeiros de cada grupo, mais os oito melhores terceiros (avaliados por pontos, saldo de gols e outros critérios), avançam para uma inédita rodada de 32, expandindo a fase eliminatória e garantindo que 32 equipes cheguem ao mata-mata, contra as 16 das edições anteriores. Essa mudança, aprovada em março de 2023 pelo Conselho da FIFA, eleva o número de jogos por equipe até as semifinais para oito, contra sete antes, e assegura que todos os times joguem três partidas na fase de grupos, promovendo mais espetáculo e equilíbrio no calendário.
O torneio inicia em 11 de junho de 2026, com o jogo de abertura no Estádio Azteca, na Cidade do México – casa de memórias de 1970 e 1986 –, e prossegue com a fase de grupos até 27 de junho. A rodada de 32 ocorre de 28 de junho a 3 de julho, seguida das oitavas de final de 4 a 7 de julho, quartas em 9 a 11 de julho, semifinais em 14 e 15 de julho, disputa de terceiro lugar em 18 de julho e a grande final em 19 de julho, no MetLife Stadium, com capacidade para 82 mil torcedores.
Os estádios incluem ícones como o SoFi Stadium (Los Angeles), Mercedes-Benz Stadium (Atlanta) e BC Place (Vancouver, Canadá), com foco em sustentabilidade e acessibilidade, como transporte público integrado e zonas para fãs. Essa edição, 32 anos após a de 1994 nos EUA, equilibra integridade esportiva com o bem-estar dos atletas – com mais dias de descanso – e uma experiência imersiva para os torcedores, projetando um impacto econômico de bilhões e unindo o continente em celebração do futebol.
