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O CEO do Google, Sundar Pichai, celebra uma nova conquista em algoritmo quântico; Elon Musk responde: ‘Parece que…’

O CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou recentemente uma conquista revolucionária na computação quântica com o chip Willow, que pela primeira vez na história alcançou uma vantagem quântica verificável, realizando cálculos 13 mil vezes mais rápidos do que os melhores algoritmos clássicos executados em supercomputadores de ponta. Essa inovação, detalhada em um artigo publicado na revista Nature em 22 de outubro de 2025, não só demonstra superioridade técnica, mas também abre caminhos concretos para aplicações práticas em campos como a descoberta de medicamentos e o desenvolvimento de novos materiais, resolvendo problemas que desafiavam cientistas por décadas.​

A postagem de Pichai no X, a plataforma anteriormente conhecida como Twitter, gerou uma onda de reações globais, atraindo a atenção imediata de líderes da indústria tecnológica, incluindo o CEO da Tesla e SpaceX, Elon Musk, que respondeu com parabéns e observou que a computação quântica parece estar finalmente se tornando relevante para o mundo real. Essa interação entre dois dos maiores nomes da tecnologia destaca o momento pivotal que o setor está vivenciando, com investimentos crescentes e expectativas de que essa tecnologia possa transformar indústrias inteiras nos próximos anos. O anúncio veio após anos de desenvolvimento no laboratório Google Quantum AI, construindo sobre avanços anteriores, como a demonstração de supremacia quântica em 2019 e a supressão exponencial de erros no chip Willow no final de 2024, que resolveu um enigma matemático de quase 30 anos.​

O Que Sundar Pichai Escreveu na Postagem

Em 22 de outubro de 2025, Sundar Pichai publicou no X um anúncio detalhado sobre o marco alcançado pela equipe de pesquisa em computação quântica do Google, enfatizando a importância histórica do resultado. Ele escreveu “Novo algoritmo quântico de avanço publicado na @Nature hoje Nosso chip Willow alcançou a primeira vantagem quântica verificável de todos os tempos. O Willow executou o algoritmo — que nomeamos Quantum Echoes — 13.000 vezes mais rápido do que o melhor algoritmo clássico em um dos supercomputadores mais rápidos do mundo. Esse novo algoritmo pode explicar interações entre átomos em uma molécula usando ressonância magnética nuclear, abrindo caminho para usos potenciais futuros na descoberta de medicamentos e ciência de materiais. E o resultado é verificável, significando que seu resultado pode ser repetido por outros computadores quânticos ou confirmado por experimentos. Esse avanço é um passo significativo em direção à primeira aplicação real do mundo da computação quântica, e estamos animados para ver aonde isso nos leva.”​

Essa declaração reflete o culminar de uma década de esforços no Google Quantum AI, fundado em 2013, que investiu bilhões em hardware e software quânticos para superar limitações como a decoerência e os erros de cálculo. O post de Pichai acumulou mais de 111 mil visualizações em poucas horas, com milhares de curtidas e compartilhamentos, incluindo comentários de especialistas em física e tecnologia que elogiaram a verificabilidade como o elemento chave que diferencia essa conquista de demonstrações anteriores. Por exemplo, em 2019, o Google alegou supremacia quântica com um cálculo que levaria 10 mil anos em supercomputadores, mas críticos questionaram a utilidade prática; agora, com o Quantum Echoes, o foco está na repetibilidade e relevância científica. Além disso, um vídeo explicativo lançado pelo Google Quantum AI, apresentado por pesquisadores como Xiao Mi e Vadim Smelyanskiy, aprofunda como o algoritmo simula fenômenos quânticos reais, como ecos em sistemas atômicos, tornando o conceito acessível até para não especialistas.​​

Por Que o Experimento do Chip Willow do Google Importa

Essa conquista marca um momento histórico na computação quântica, sendo a primeira ocasião em que um computador quântico executou um cálculo complexo, verificável e repetível de forma significativamente mais rápida do que qualquer supercomputador clássico — especificamente, 13 mil vezes mais veloz, completando uma tarefa em pouco mais de duas horas que demandaria cerca de 3,2 anos no supercomputador Frontier, o mais poderoso do mundo atualmente. Denominado “vantagem quântica verificável”, o resultado foi publicado na Nature e pode ser validado de forma independente por outros sistemas quânticos ou por experimentos laboratoriais diretos, o que resolve uma das maiores críticas ao campo: a falta de transparência e reprodutibilidade em alegações de superioridade quântica.​

O chip Willow, com seus 105 qubits supercondutores de alta fidelidade, permitiu que os pesquisadores executassem o algoritmo Quantum Echoes, também conhecido como OTOC (correlator de tempo fora de ordem de segunda ordem, ou OTOC(2)), que mede como a informação se espalha e interfere em sistemas quânticos caóticos. Esse algoritmo é inspirado em conceitos da física teórica, como o efeito borboleta em sistemas quânticos, e ajuda a estudar a propagação de informações em estruturas como moléculas orgânicas, ímãs quânticos ou até simulações de buracos negros, revelando comportamentos que computadores clássicos não conseguem capturar eficientemente devido à complexidade exponencial dos cálculos. Em um experimento complementar, publicado no arXiv no mesmo dia, a equipe demonstrou uma aplicação prática: uma “régua molecular” que usa dados de ressonância magnética nuclear (NMR) para medir distâncias entre átomos de hidrogênio em moléculas orgânicas, superando limitações de métodos tradicionais e concordando com resultados experimentais reais, embora ainda não seja mais rápido que abordagens clássicas nessa etapa inicial.​

A importância vai além da velocidade: o Quantum Echoes cumpre o “sonho de Feynman”, nome do físico Richard Feynman que previu nos anos 1980 que computadores quânticos simulariam a natureza quântica de forma nativa. Hartmut Neven, vice-presidente de engenharia no Google e fundador do Quantum AI, explicou em uma coletiva de imprensa que a verificabilidade permite duas formas de confirmação — repetição em outro computador quântico ou comparação com experimentos reais —, tornando os resultados confiáveis para a ciência. Críticos, como o professor Scott Aaronson da Universidade do Texas, notam que, embora não resolva problemas comerciais imediatos, essa verificabilidade é um dos maiores desafios superados no campo, pavimentando o caminho para algoritmos mais úteis. Comparado a avanços anteriores, como o chip Sycamore de 2019 com 53 qubits que resolveu um problema aleatório em 200 segundos (versus 10 mil anos clássicos), o Willow dobra o número de qubits e melhora a fidelidade, reduzindo erros exponencialmente e permitindo protocolos OTOC dobrados — scramble, butterfly, unscramble, repetido —, que aumentam a complexidade e dificultam simulações clássicas.​

Impactos Potenciais e Próximos Passos

O algoritmo Quantum Echoes não é apenas uma façanha técnica isolada; ele representa um avanço rumo a aplicações reais que podem acelerar descobertas em descoberta de fármacos, onde simulações precisas de interações moleculares poderiam encurtar o desenvolvimento de novos remédios de anos para meses, ou em ciência de materiais, otimizando o design de baterias mais eficientes e supercondutores para energias renováveis. Por exemplo, ao medir distâncias atômicas via NMR quântica, o método pode estender o alcance de espectroscopias atuais, revelando estruturas químicas complexas que hoje escapam a técnicas laboratoriais convencionais, com potencial para avanços em química orgânica e física de materiais. Hartmut Neven estima que aplicações práticas em larga escala possam surgir em até cinco anos, impulsionadas pela combinação de hardware escalável e software otimizado, alinhando-se à estratégia de dupla pista do Google: melhorias em qubits lógicos auto-corretivos e algoritmos verificáveis.​

Economicamente, o anúncio impulsionou as ações da Alphabet, empresa-mãe do Google, que subiram cerca de 1,8% no after-hours trading de 22 de outubro de 2025, adicionando bilhões ao valor de mercado e reforçando a posição de liderança sobre concorrentes como IBM, Amazon e Microsoft, que também investem em quântica mas ainda não alcançaram verificabilidade em escala similar. O próximo marco, conhecido como Milestone 3, visa qubits lógicos que se auto-corrigem durante a execução de programas longos, eliminando erros acumulados e permitindo cálculos com milhões de qubits — um desafio atual, já que os sistemas mais avançados operam com centenas ou milhares. Essa evolução constrói sobre o lançamento do Willow em dezembro de 2024, que demonstrou redução exponencial de erros ao escalar qubits, um problema que atormentava o campo desde os anos 1990.​

A reação de Elon Musk no X — “Parabéns. Parece que a computação quântica está se tornando relevante” — ecoa otimismo anterior, como sua resposta de “wow” em 2024 ao primeiro anúncio do Willow, e reflete interações recorrentes entre os CEOs que popularizam tópicos complexos para milhões de usuários. Essa troca, vista por audiências globais, incentiva investimentos e colaborações, especialmente em um contexto onde a quântica poderia interagir com IA, gerando dados únicos para treinamento de modelos de machine learning em simulações moleculares. No vídeo do Google Quantum AI, pesquisadores enfatizam como o Willow transforma a computação quântica de uma “curiosidade científica” em uma ferramenta para “fazer ciência”, com exemplos como simular ecos quânticos em moléculas que revelam segredos da natureza em escalas atômicas, potencialmente impactando desde a física de buracos negros até o design de medicamentos personalizados. Apesar de cautelas de revisores da Nature sobre melhorias em algoritmos clássicos que poderiam desafiar reivindicações futuras, o consenso é que essa verificabilidade estabelece um novo padrão para o campo, aproximando-nos de uma era onde computadores quânticos resolvem problemas intratáveis da era clássica.