10 Crescimento do Turismo, Cultura e Hotelaria em Cabo Verde em 2026
O ano de 2026 marca um ponto de viragem histórico para o arquipélago. Com a conclusão do Programa Operacional do Turismo (POT) 2022-2026, o país não só recuperou os níveis pré-pandémicos, como está a redefinir a sua oferta global. O crescimento do turismo em Cabo Verde deixou de ser apenas sobre “sol e praia” nas ilhas do Sal e da Boa Vista. Agora, o foco expande-se para a aventura, sustentabilidade e experiências culturais autênticas em todas as dez ilhas.
Neste artigo, exploramos as principais tendências, inaugurações e estratégias que estão a impulsionar o setor este ano. Se é investidor, operador turístico ou viajante, aqui está o que precisa de saber sobre o cenário atual.
Por Que Este Tópico Importa Agora?
Em fevereiro de 2026, Cabo Verde está no centro das atenções internacionais. A realização da “Adventure Week” nas ilhas de Barlavento coloca o país no mapa mundial do turismo de natureza. Além disso, a entrada de novas companhias aéreas low-cost e a abertura de hotéis de luxo indicam uma confiança robusta dos mercados externos. Compreender o crescimento do turismo em Cabo Verde é essencial para aproveitar as novas oportunidades de negócios e lazer que surgem num mercado cada vez mais diversificado e sofisticado.
Top 10 Motores do Crescimento e Cultura
1. A Explosão do Turismo de Aventura (Adventure Week 2026)
O ano de 2026 arranca com força total no segmento de aventura. O destaque vai para a realização da Adventure Week, um evento de prestígio global que foca nas ilhas de Santo Antão, São Vicente e São Nicolau. Este evento atrai operadores turísticos e jornalistas internacionais especializados em trekking e natureza.
Ao contrário do turismo de massas, esta tendência valoriza as paisagens montanhosas e vulcânicas. O objetivo é descentralizar os lucros do turismo, levando visitantes a comunidades rurais que oferecem experiências de caminhada de classe mundial. As ilhas “verdes” e montanhosas são as grandes beneficiadas desta nova onda.
| Destaque | Detalhe |
| Evento Principal | Adventure Week (Fevereiro 2026) |
| Ilhas Foco | Santo Antão, São Vicente, São Nicolau |
| Público-Alvo | Caminhantes, amantes da natureza, ecoturistas |
| Impacto | Promoção global das rotas de trekking |
2. Expansão da Hotelaria de Luxo e Grandes Resorts
O setor hoteleiro continua a ser um pilar fundamental. Recentemente, assistimos à inauguração de grandes empreendimentos, como o Royal Horizon Beijo Mansão na ilha do Sal, que adicionou centenas de quartos de alta qualidade à oferta nacional.
Além das grandes cadeias, há um movimento para resorts que integram componentes residenciais. Grupos como o Oásis Atlântico estão a investir milhões em projetos mistos (turismo e imobiliário), permitindo que investidores comprem apartamentos geridos pelo hotel. Isso garante capital contínuo e renova a infraestrutura existente.
| Destaque | Detalhe |
| Novas Aberturas | Royal Horizon (Sal), Projetos Oásis Atlântico |
| Investimento | Foco em 5 estrelas e turismo residencial |
| Tendência | Resorts “Tudo Incluído” modernizados |
| Localização | Predominância no Sal e Boa Vista |
3. Conectividade Aérea e Low-Cost
Um dos maiores aceleradores do crescimento do turismo em Cabo Verde em 2026 é a facilidade de acesso. A consolidação de rotas de companhias low-cost como a EasyJet e a Transavia, ligando Lisboa, Porto e outras capitais europeias ao Sal e Boa Vista, democratizou as viagens.
Esta conectividade reduziu o custo médio da passagem, atraindo um perfil de turista mais jovem e dinâmico. Além disso, a melhoria nos transportes interilhas (aéreos e marítimos) começa a facilitar a mobilidade interna, essencial para distribuir o fluxo de visitantes por todo o arquipélago.
| Destaque | Detalhe |
| Companhias | EasyJet, Transavia, TAP, Edelweiss |
| Rotas Chave | Lisboa/Porto -> Sal/Boa Vista |
| Benefício | Redução de custos para o viajante |
| Desafio | Melhorar ainda mais as ligações interilhas |
4. Sustentabilidade e Ecoturismo
A sustentabilidade deixou de ser um nicho para se tornar uma exigência. O Programa Operacional do Turismo 2022-2026 definiu metas claras para um turismo verde. Grandes grupos, como a RIU, anunciaram investimentos significativos em projetos ambientais e sociais, incluindo a proteção da biodiversidade e gestão de resíduos.
Os hotéis estão a adotar energias renováveis (solar e eólica) para reduzir a pegada de carbono. O turista de 2026 é consciente e prefere alojamentos que respeitem o meio ambiente, especialmente em ilhas sensíveis como o Maio e a Boavista, onde a proteção das tartarugas é vital.
| Destaque | Detalhe |
| Estratégia | Foco em Energia Verde e Conservação |
| Iniciativas | Proteção de tartarugas, redução de plástico |
| Investimento | Fundos privados e públicos para sustentabilidade |
| Certificação | Aumento de hotéis com selos ecológicos |
5. Turismo Cultural e Festivais
A cultura cabo-verdiana é o “soft power” do turismo. Em 2026, eventos como o Carnaval do Mindelo e o Festival Baía das Gatas continuam a bater recordes de assistência. A música, morna e coladeira, património da humanidade, atrai milhares de visitantes que procuram mais do que praia.

A estratégia nacional agora inclui a promoção ativa destes festivais como produtos turísticos premium. Pacotes de viagem são desenhados especificamente em torno do calendário cultural, garantindo ocupação hoteleira alta mesmo fora das épocas balneares tradicionais europeias.
| Destaque | Detalhe |
| Eventos Top | Carnaval (S. Vicente), Baía das Gatas, AME |
| Atração | Música ao vivo, desfiles, gastronomia |
| Cidade Chave | Mindelo (Capital Cultural) |
| Estratégia | Pacotes turísticos temáticos |
6. Nómadas Digitais e Trabalho Remoto
Cabo Verde posicionou-se com sucesso como um destino de eleição para nómadas digitais. Com o programa “Remote Working Cabo Verde”, o país simplificou vistos e melhorou a infraestrutura de internet em locais chave como a cidade da Praia e o Mindelo.
Em 2026, vemos o fruto dessa política: espaços de coworking a surgir em ilhas turísticas e uma comunidade expatriada vibrante que permanece no país por meses. Este perfil de turista gasta mais na economia local (restaurantes, mercados) do que o turista de pacote “tudo incluído”.
| Destaque | Detalhe |
| Programa | Visto para Nómadas Digitais |
| Infraestrutura | Melhoria de 4G/5G e Coworkings |
| Público | Trabalhadores remotos europeus e americanos |
| Impacto | Consumo direto na economia local |
7. A Economia Azul e Turismo Náutico
O mar é o maior recurso do país. O crescimento do turismo em Cabo Verde passa obrigatoriamente pela exploração sustentável da Economia Azul. Isso inclui mergulho, kitesurf, vela e observação de cetáceos.
Ilhas como o Sal e a Boa Vista são mecas mundiais para o kitesurf durante o inverno. Em 2026, há um esforço renovado para modernizar as marinas, especialmente em São Vicente, para atrair veleiros e iates que cruzam o Atlântico, criando um turismo de alto rendimento ligado ao mar.
| Destaque | Detalhe |
| Atividades | Kitesurf, Mergulho, Pesca Desportiva |
| Época Alta | Ventos fortes de Nov a Março |
| Infraestrutura | Modernização de Marinas e Portos |
| Ilhas Top | Sal (Kite), S. Vicente (Vela) |
8. Diversificação para Ilhas “Menos Conhecidas”
Uma grande vitória da estratégia de 2026 é a descentralização. Ilhas como o Fogo (com o seu vulcão ativo), Brava e Maio estão a receber mais atenção. Projetos de turismo rural e de habitação recuperada estão a surgir, oferecendo uma alternativa tranquila aos grandes resorts.
Na ilha do Fogo, o enoturismo (vinho do vulcão) ganha tração. Na Brava, o “turismo de isolamento” e bem-estar atrai quem procura desconexão total. Esta diversificação reduz a pressão sobre o Sal e distribui a riqueza pelo território nacional.
| Destaque | Detalhe |
| Destinos | Fogo, Brava, Maio, S. Nicolau |
| Produtos | Vinho, Vulcões, Turismo Rural |
| Objetivo | Reduzir a dependência do Sal/Boa Vista |
| Experiência | Autenticidade e contato local |
9. Valorização do Património Histórico
A Cidade Velha, na ilha de Santiago, berço da nacionalidade e Património Mundial da UNESCO, recebeu investimentos para reabilitação e melhoria da experiência do visitante. O turismo histórico educa o visitante sobre o papel de Cabo Verde nas rotas atlânticas.
Em 2026, museus e rotas interpretativas estão mais organizados. Os turistas combinam a estadia de negócios na capital, Praia, com visitas culturais ricas, aprendendo sobre a história da escravatura, a cultura crioula e a arquitetura colonial.
| Destaque | Detalhe |
| Local Chave | Cidade Velha (Santiago) |
| Tipo | Turismo Histórico e Cultural |
| Melhorias | Sinalização, Guias qualificados, Museus |
| Combinação | Lazer + História + Negócios |
10. Investimento Imobiliário Turístico
O modelo de Real Estate Tourism está em alta. Investidores estrangeiros não estão apenas a visitar; estão a comprar. Apartamentos em condomínios de luxo no Sal e em São Vicente oferecem retornos garantidos através do arrendamento turístico quando os proprietários não estão a usar.
Este modelo financia novas construções e fideliza o turista, que passa a ter uma “segunda casa” no arquipélago. Em 2026, a segurança jurídica e a estabilidade política de Cabo Verde continuam a ser os maiores trunfos para atrair este capital estrangeiro.
| Destaque | Detalhe |
| Modelo | Buy-to-Let (Compra para Arrendar) |
| Segurança | Estabilidade política e jurídica |
| Retorno | Rendimento via aluguer turístico |
| Localização | Zonas balneares premium |
O Futuro é Agora
O crescimento do turismo em Cabo Verde em 2026 reflete um país que soube amadurecer a sua oferta. Já não se trata apenas de vender sol, mas de vender uma experiência completa: da subida ao vulcão do Fogo à energia vibrante do Carnaval de Mindelo, passando pelo luxo dos resorts no Sal.
Para o viajante, Cabo Verde oferece segurança, diversidade e hospitalidade (a famosa Morabeza). Para o investidor, o país mostra-se resiliente, com infraestruturas a melhorar e uma estratégia governamental clara que privilegia a qualidade e a sustentabilidade. Se planeia visitar ou investir, 2026 é, sem dúvida, o ano ideal para apostar neste destino atlântico.
Gostaria que eu explorasse mais detalhes sobre oportunidades de investimento imobiliário em ilhas específicas ou que criasse um roteiro de viagem focado na “Adventure Week”?
