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14 Empresas Inovadoras Em Fintech E Pagamentos Digitais Em Angola Em 2026

O cenário financeiro de Angola está a passar por uma revolução silenciosa, mas poderosa. Em 2026, não estamos apenas a falar de bancos tradicionais; estamos a testemunhar a ascensão meteórica das fintechs. A forma como os angolanos pagam, poupam e investem mudou radicalmente nos últimos anos. Com o apoio de regulamentações progressistas do Banco Nacional de Angola (BNA) e o crescimento da internet móvel, a economia digital floresceu.

Este artigo explora as 14 empresas mais inovadoras que estão a moldar o futuro dos pagamentos digitais em Angola. Vamos mergulhar em dados factuais, analisar o impacto de cada uma e entender como a tecnologia está a promover a inclusão financeira no país.

O Panorama Fintech em Angola em 2026

Antes de listarmos as empresas, é crucial entender o contexto. Angola tem uma população jovem e cada vez mais conectada. A penetração de smartphones aumentou, e a necessidade de soluções bancárias fora das agências físicas criou o terreno fértil perfeito para startups financeiras.

O programa LISPA (Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamentos de Angola) tem sido um motor vital, incubando startups que hoje são líderes de mercado. Em 2026, a tendência é a consolidação de “Super Apps” e a expansão dos pagamentos móveis para zonas rurais.

Indicador Tendência em 2026
Acesso Móvel Crescimento contínuo de smartphones baratos.
Regulação Ambientes de “Sandbox” mais maduros pelo BNA.
Foco Inclusão financeira de não-bancarizados.
Tecnologia Uso de IA para análise de crédito e segurança.

1. EMIS (Multicaixa Express)

A Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) continua a ser a espinha dorsal do sistema de pagamentos angolano. Embora não seja uma “startup”, a sua inovação constante através do Multicaixa Express define o ritmo do mercado. Em 2026, a aplicação continua a ser a mais utilizada no país, integrando praticamente todos os bancos.

A EMIS evoluiu para permitir não apenas transferências, mas pagamentos de serviços, compras online e levantamentos sem cartão, mantendo-se como a referência de confiança.

Característica Detalhe
Tipo Operadora de Rede Interbancária
Serviço Chave Multicaixa Express (MCX)
Impacto Centralização de pagamentos nacionais.

2. Unitel Money

A Unitel Money aproveitou a enorme base de clientes da operadora Unitel para levar serviços financeiros a quem não tem conta bancária. O serviço de mobile money (dinheiro móvel) permite depósitos, levantamentos e transferências usando apenas o número de telefone.

A grande vantagem da Unitel Money é a sua capilaridade. Com agentes espalhados por todo o país, eles conseguem chegar a províncias onde os bancos físicos não chegam.

Característica Detalhe
Tipo Mobile Money (Dinheiro Móvel)
Público-alvo Utilizadores de telemóvel (bancarizados e não-bancarizados).
Destaque Cobertura nacional massiva.

3. Afrimoney (Africell)

A entrada da Africell em Angola trouxe competição, e o Afrimoney veio para desafiar o status quo. Com taxas competitivas e campanhas agressivas de marketing, o Afrimoney ganhou uma quota de mercado significativa até 2026.

A sua estratégia foca-se na facilidade de uso e na integração com pequenos comerciantes, permitindo que pagamentos de táxi ou compras no mercado informal sejam feitos digitalmente.

Característica Detalhe
Tipo Carteira Digital / Mobile Money
Vantagem Taxas de transação reduzidas.
Crescimento Aceleração rápida desde o lançamento.

4. BayQi

A BayQi começou como uma plataforma de comércio eletrónico, mas evoluiu para uma fintech robusta. Em 2026, a carteira digital da BayQi é fundamental para o ecossistema de e-commerce angolano.

Eles permitem pagamentos de serviços, recargas e compras internacionais, facilitando a vida de quem quer comprar produtos fora de Angola sem a complexidade dos cartões de crédito tradicionais.

Característica Detalhe
Tipo Super App (E-commerce + Fintech)
Inovação Integração total entre compras e pagamentos.
Foco Juventude e consumidores digitais.

5. Kwik

A Kwik posicionou-se como uma solução ágil para pagamentos e transferências. Focada na experiência do utilizador (UX), a aplicação é conhecida por ser intuitiva e rápida.

Em 2026, a Kwik expandiu as suas parcerias com comerciantes, tornando-se uma opção popular para pagamentos em restaurantes e lojas de retalho, funcionando como um agregador eficiente.

Característica Detalhe
Tipo Agregador de Pagamentos
Diferencial Interface simples e foco na experiência do cliente.
Uso Micro-pagamentos e transferências P2P.

6. Pay4All

A Pay4All é uma referência quando falamos de quiosques de pagamento e integração de serviços. A empresa facilitou o pagamento de faturas de utilidades públicas (água, luz) e serviços privados.

A sua tecnologia permite que empresas integrem sistemas de cobrança de forma automática, reduzindo a burocracia e as filas de espera físicas.

Característica Detalhe
Tipo Gateway de Pagamentos / Serviços
Ponto Forte Automação de cobranças recorrentes.
Setor B2B e B2C (Serviços Públicos).

7. Real Transfer

Com uma grande diáspora angolana e muitos estrangeiros a trabalhar no país, as remessas são vitais. A Real Transfer consolidou-se como uma das principais plataformas para envio e receção de dinheiro internacional.

A segurança e a conformidade com as normas internacionais de combate ao branqueamento de capitais são os pilares que mantêm a confiança dos clientes nesta fintech.

Característica Detalhe
Tipo Remessas Internacionais
Missão Conectar Angola ao mundo financeiramente.
Segurança Alta conformidade regulatória.

8. Aki

A rede Aki é famosa pelos seus cartões pré-pagos e quiosques físicos, mas a sua transformação digital foi notável. Eles servem como uma ponte entre o dinheiro físico e o digital.

Para muitos angolanos, o primeiro passo na digitalização é comprar uma recarga ou um serviço através da rede Aki, tornando-a essencial para a alfabetização financeira inicial.

Característica Detalhe
Tipo Distribuição de Serviços Pré-Pagos
Híbrido Físico (Quiosques) e Digital (App).
Alcance Alta penetração em zonas urbanas movimentadas.

9. Mano (Vertente Financeira)

Conhecida inicialmente pelas entregas rápidas (q-commerce), a Mano expandiu as suas operações para incluir soluções financeiras para os seus estafetas e parceiros.

A carteira integrada na app permite que os utilizadores paguem por produtos e que os trabalhadores giram os seus rendimentos, criando um micro-ecossistema financeiro dentro da aplicação de logística.

Característica Detalhe
Tipo Logística com Fintech Integrada
Ecossistema Pagamentos in-app fluídos.
Público Consumidores urbanos e trabalhadores da gig economy.

10. Appy (Appy Saúde)

A inovação fintech não acontece apenas em bancos. A Appy Saúde revolucionou o acesso a medicamentos e consultas, integrando pagamentos digitais e seguros de saúde na sua plataforma.

Em 2026, a capacidade de comprar seguros ou pagar consultas fracionadas através da app demonstra como a tecnologia financeira pode salvar vidas e melhorar o acesso à saúde.

Característica Detalhe
Tipo Healthtech / Insurtech
Inovação Pagamentos digitais aplicados à saúde.
Impacto Acesso facilitado a serviços médicos.

11. Paga Só

Focada no mercado de microcrédito e pagamentos parcelados (o famoso “Buy Now, Pay Later”), a Paga Só (nome ilustrativo de serviços emergentes neste setor) atende à necessidade de crédito rápido para o consumidor comum.

Utilizando algoritmos de inteligência artificial para avaliar o risco de crédito baseado no histórico de telemóvel, estas plataformas dão poder de compra à classe média emergente.

Característica Detalhe
Tipo Crédito Digital / BNPL
Tecnologia Análise de risco via IA.
Benefício Crédito instantâneo para pequenas compras.

12. Kepya

A Kepya é um exemplo brilhante de como a fintech se une à agricultura (Agrotech). A plataforma conecta produtores rurais a compradores, mas o seu componente financeiro é crucial.

Ela garante que os pagamentos sejam seguros e permite que agricultores sem conta bancária recebam o valor justo pelos seus produtos, promovendo a inclusão financeira no campo.

Característica Detalhe
Tipo Agrotech / Fintech Rural
Missão Digitalizar o comércio agrícola.
Impacto Desenvolvimento sustentável e comércio justo.

13. Lwei

Uma plataforma que ganhou destaque através de programas de aceleração como o LISPA. A Lwei foca-se na facilitação de serviços bancários para jovens empreendedores e estudantes.

Com uma linguagem simples e taxas reduzidas, a Lwei procura capturar a geração Z de Angola, que exige serviços rápidos, sem papelada e totalmente digitais.

Característica Detalhe
Tipo Neobanking (Nicho Jovem)
Foco Educação financeira e simplicidade.
Futuro Expansão para serviços de investimento simples.

14. T’Leva (T’Leva Pay)

Semelhante à estratégia de outras apps de transporte, a T’Leva desenvolveu a sua própria solução de carteira digital para resolver o problema dos trocos e da segurança dos motoristas.

O T’Leva Pay permite que os passageiros carreguem saldo e paguem corridas sem manusear dinheiro físico, aumentando a segurança nas ruas de Luanda e outras cidades.

Característica Detalhe
Tipo Mobilidade / Carteira Digital
Solução Eliminação de dinheiro físico no transporte.
Segurança Redução de assaltos por ausência de numerário.

O Papel do Banco Nacional de Angola (BNA)

Não podemos falar destas 14 empresas sem mencionar o regulador. O BNA tem sido proativo na modernização do sistema financeiro. A criação do “Laboratório de Inovação” e a implementação de diretrizes para a Cibersegurança foram passos fundamentais.

Em 2026, o foco do regulador é garantir que, à medida que estas empresas crescem, os dados dos consumidores permaneçam seguros. A interoperabilidade (a capacidade de enviar dinheiro do Unitel Money para o Afrimoney, por exemplo) é uma meta contínua para reduzir fricções no mercado.

Sandbox Regulatório

O ambiente de “Sandbox” permitiu que muitas destas empresas testassem os seus produtos num ambiente controlado antes de serem lançados ao grande público. Isso reduziu o risco de fraudes e aumentou a confiança dos investidores.

Desafios do Setor Fintech em Angola

Apesar do otimismo e do crescimento destas 14 empresas, existem desafios reais que o setor enfrenta em 2026. Reconhecê-los é vital para entender o caminho a seguir.

Literacia Financeira e Digital

Ter uma app é ótimo, mas saber usá-la é outra história. Uma grande parte da população ainda prefere o dinheiro físico por desconfiança ou falta de conhecimento. As empresas listadas acima investem milhões em campanhas educativas para mudar essa mentalidade.

Infraestrutura de Internet

Embora a cobertura tenha melhorado, ainda existem zonas de “sombra” em Angola onde a internet é lenta ou inexistente. Para que os pagamentos digitais sejam verdadeiramente nacionais, a infraestrutura de telecomunicações deve acompanhar o ritmo das fintechs.

Cibersegurança

Com o aumento das transações digitais, aumentam também os riscos de ataques cibernéticos e burlas. As empresas de topo, como a EMIS e a BayQi, utilizam protocolos de segurança avançados, mas a engenharia social (enganar o utilizador) continua a ser uma ameaça.

Desafio Solução Proposta
Desconfiança Campanhas de educação massiva.
Conectividade Investimento em 5G e satélites.
Fraudes Autenticação biométrica e IA.

O Futuro: O Que Esperar Pós-2026?

Olhando para além de 2026, o futuro das fintechs em Angola parece brilhante. A tendência é a convergência. Provavelmente veremos fusões entre algumas destas empresas para criar entidades ainda mais fortes.

A tecnologia Blockchain deverá começar a ser usada não apenas para criptomoedas, mas para contratos inteligentes e registos de propriedade, trazendo mais transparência aos negócios. Além disso, o Open Banking (Banca Aberta) permitirá que os clientes partilhem os seus dados bancários com terceiros de forma segura para obterem melhores ofertas de crédito.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O que é uma Fintech?

Fintech é a abreviação de “tecnologia financeira”. Refere-se a empresas que usam tecnologia para oferecer serviços financeiros de forma mais eficiente, rápida e barata que os bancos tradicionais.

2. É seguro usar pagamentos digitais em Angola?

Sim, é seguro. Empresas como a EMIS e bancos digitais são regulados pelo Banco Nacional de Angola e utilizam tecnologias de encriptação avançadas. No entanto, o utilizador deve sempre proteger o seu PIN e senhas.

3. Preciso de uma conta bancária para usar o Unitel Money ou Afrimoney?

Não. Estas são carteiras móveis que funcionam associadas ao seu número de telefone. Pode depositar dinheiro em agentes físicos e usá-lo digitalmente sem precisar de uma conta num banco tradicional.

4. Qual é a melhor app para pagamentos em Angola em 2026?

Depende da sua necessidade. O Multicaixa Express é o mais completo para quem tem conta bancária. Para quem não tem, o Unitel Money ou Afrimoney são as melhores opções. Para compras online, a BayQi destaca-se.

5. O que é o LISPA?

O LISPA (Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamentos de Angola) é uma incubadora impulsionada pelo Banco Nacional de Angola que apoia startups e fintechs, oferecendo mentoria e um ambiente regulatório favorável.