O primeiro iPhone dobrável da Apple é provocado pela Samsung, data de lançamento quase revelada
Enquanto a Samsung continua a inovar com gerações sucessivas de seus smartphones dobráveis, como o Galaxy Z Fold e Z Flip, os entusiastas da Apple estão cada vez mais impacientes para ver quando a empresa de Cupertino finalmente entrará nesse segmento em expansão. Rumores persistentes, apoiados por analistas respeitados, sugerem que a Apple está desenvolvendo ativamente seu primeiro iPhone dobrável, com um possível lançamento programado para 2026, alinhado à série iPhone 18. No entanto, fiel ao seu estilo reservado, a Apple não confirmou nem negou esses planos, deixando os fãs dependentes de vazamentos e relatórios da indústria para obter pistas sobre o progresso do projeto.
Ironicamente, foi a Samsung, principal concorrente da Apple no mercado de smartphones, que inadvertidamente revelou informações cruciais sobre os planos da rival. Um relatório recente do portal sul-coreano Chosun Biz destacou declarações de um executivo sênior da Samsung Display, divisão responsável pela produção de telas avançadas. Lee Young-hee, presidente da Samsung Display, confirmou, sem mencionar explicitamente a Apple, que a empresa está se preparando para a produção em massa de painéis OLED de 8,6 polegadas e telas específicas para dispositivos dobráveis, destinadas a um “cliente importante da América do Norte”. Essa descrição se encaixa perfeitamente na Apple, que é um dos maiores compradores de telas da Samsung, conforme dados da cadeia de suprimentos relatados pela Display Supply Chain Consultants (DSCC) e pelo site The Elec.
Além disso, Lee enfatizou que o cronograma de produção está alinhado ao ciclo de lançamentos do cliente, que tradicionalmente ocorre no segundo semestre do ano – especificamente em setembro, mês em que a Apple costuma apresentar suas novas linhas de iPhone. Essa revelação não é isolada; relatórios da Omdia e da Counterpoint Research indicam que a Samsung tem sido parceira chave da Apple em tecnologias de display há anos, fornecendo telas para iPhones, iPads e Macs. Fontes como o analista Ross Young, da DSCC, afirmam que protótipos de telas dobráveis para a Apple estão em fase de teste desde pelo menos 2020, com foco em durabilidade e qualidade de imagem superior.
Para contextualizar, o mercado de smartphones dobráveis tem crescido rapidamente, com a Samsung dominando cerca de 60% das vendas globais em 2023, de acordo com a International Data Corporation (IDC). Outros players, como Google com o Pixel Fold e Huawei com o Mate X, também competem, mas a entrada da Apple poderia transformar o setor, impulsionando a adoção em massa devido à lealdade de sua base de usuários. Patentes registradas pela Apple no Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO) revelam inovações em mecanismos de dobradiça que minimizam desgaste e vincos, além de telas com camadas protetoras contra poeira e umidade, o que reforça a credibilidade desses rumores e demonstra o compromisso da empresa com a qualidade.
O que esperar do primeiro iPhone dobrável?
As expectativas para o primeiro iPhone dobrável são altas, com rumores apontando para um design que combina a portabilidade de um smartphone com a versatilidade de um tablet. De acordo com vazamentos compilados por analistas como Ming-Chi Kuo, da TF International Securities, e Mark Gurman, da Bloomberg, o dispositivo deve apresentar uma tela OLED interna de aproximadamente 7,8 polegadas, ideal para multitarefas como edição de vídeos, navegação em apps ou consumo de mídia. A tela externa, por sua vez, seria de cerca de 6 polegadas, permitindo uso rápido sem precisar abrir o aparelho, semelhante ao que vemos no Galaxy Z Fold6 da Samsung.
Um dos destaques seria a dobradiça avançada desenvolvida pela Apple, projetada para eliminar o vinco visível que ainda aflige muitos dobráveis atuais. Relatórios da Nikkei Asia e da cadeia de suprimentos indicam que a Apple testou milhares de protótipos para garantir uma experiência sem falhas, resolvendo problemas como fragilidade e durabilidade que afetam concorrentes. O design inspirado no suposto “iPhone Air” – um modelo mais fino e leve – resultaria em uma espessura de apenas 9 mm quando fechado e 4,5 mm quando aberto, tornando-o um dos dobráveis mais elegantes do mercado. Essa estrutura seria construída em titânio, material já usado nos iPhones Pro para maior resistência e leveza, conforme confirmado em análises de desmontagem do iFixit.
No coração do dispositivo, espera-se um processador de ponta, possivelmente o A20 ou uma variante otimizada, com ênfase em eficiência energética para suportar o consumo maior de telas dobráveis. Isso seria complementado por recursos de inteligência artificial do Apple Intelligence, como ferramentas de edição automática de fotos e assistentes de voz aprimorados, integrados ao iOS 20 ou superior. Quanto à segurança biométrica, há especulações de que o Touch ID retorne, integrado à tela ou ao botão lateral, em vez do Face ID, para melhor adaptação ao formato dobrável – uma escolha prática, considerando desafios com sensores em telas flexíveis, como discutido em relatórios da Gartner sobre tendências em biometria.
Outras funcionalidades rumoradas incluem suporte ao Apple Pencil de terceira geração para anotações e desenhos na tela maior, câmeras de alta resolução com sensores de 48 MP ou mais, e bateria otimizada para durar um dia inteiro mesmo com uso intensivo. O preço inicial poderia girar em torno de US$ 1.500 a US$ 2.000, posicionando-o como um produto premium, de acordo com projeções da Counterpoint Research. No contexto de mercado, a Apple estaria mirando no crescimento projetado de 30% anual para dobráveis até 2027, impulsionado por avanços em materiais e software, como relatado pela Strategy Analytics.
Esses detalhes não são mera especulação; eles são apoiados por uma rede de fontes credíveis, incluindo patentes, relatórios financeiros da Samsung e análises independentes. A Apple, conhecida por entrar em mercados apenas quando pode oferecer algo superior, parece estar esperando o momento certo para evitar recalls ou problemas iniciais, como os enfrentados pela Samsung em seus primeiros dobráveis. Se lançado em 2026, o iPhone dobrável poderia redefinir padrões, incentivando inovações em todo o ecossistema móvel e potencialmente aumentando as vendas da Apple em um mercado saturado de smartphones tradicionais.
