Musk explode de raiva contra o chefe de Transportes de Trump no X: Ele “está tentando matar a NASA!”
Elon Musk, o visionário bilionário fundador da SpaceX e da Tesla, está novamente em uma disputa pública acalorada com a administração do presidente Donald Trump. Desta vez, o foco das críticas é Sean Duffy, o atual secretário de Transportes dos Estados Unidos e administrador interino da NASA. O embate explodiu nas redes sociais nesta semana, com Musk lançando acusações graves de que Duffy estaria sabotando a agência espacial americana. Essa briga não é isolada; ela reflete tensões profundas sobre o futuro da exploração espacial, a dependência de empresas privadas como a SpaceX e a estratégia nacional para competir com potências como a China na corrida pelo espaço.
O conflito ganhou as manchetes após Musk usar sua própria plataforma, o X (anteriormente conhecido como Twitter), para disparar uma série de posts inflamados contra Duffy. Com mais de 200 milhões de seguidores, Musk tem uma influência massiva, e suas declarações rapidamente viralizaram, atraindo atenção de veículos como o Wall Street Journal, a CNBC e a Axios. Essa disputa destaca não apenas rivalidades pessoais, mas também questões cruciais de governança, inovação tecnológica e o equilíbrio entre o setor público e o privado no programa espacial americano. De acordo com fontes confiáveis como a Reuters, a NASA está sob pressão para acelerar seus planos, mas propostas como a de Duffy para reorganizar a agência poderiam alterar drasticamente o panorama.
O que motivou as críticas de Musk: Detalhes da polêmica no X
A faísca inicial veio de uma reportagem exclusiva do Wall Street Journal, publicada na terça-feira, 21 de outubro de 2025, que revelava que Sean Duffy estava advogando pela integração da NASA ao Departamento de Transportes. Essa proposta, segundo o jornal, visaria centralizar o controle sobre a aviação e o espaço sob uma única estrutura governamental, potencialmente simplificando burocracias, mas também diluindo a independência da NASA como agência dedicada exclusivamente à ciência espacial. Elon Musk, que tem bilhões de dólares investidos na SpaceX e vê a NASA como uma parceira essencial, reagiu com fúria imediata.
No X, Musk não mediu palavras. Ele se referiu a Duffy como “Sean Dummy”, um trocadilho em inglês que zomba do sobrenome do secretário, implicando que ele é incompetente. Em um post direto, Musk escreveu: “Ele está tentando matar a NASA!”. Essa acusação ecoou em vários tuítes subsequentes, onde Musk defendeu veementemente a autonomia da agência espacial, argumentando que fundi-la ao Departamento de Transportes seria um retrocesso para a inovação americana. “A pessoa responsável pelo programa espacial da América não pode ter um QI de dois dígitos”, postou Musk em resposta a um usuário que sugeria a substituição de Duffy por alguém mais qualificado.
Para ilustrar seu ponto, Musk criou uma enquete interativa no X “Alguém cujo maior feito é escalar árvores deveria comandar o programa espacial americano?”. A referência é ao passado de Duffy como um competitivo escalador de velocidade na juventude, um hobby que ele mencionou em entrevistas passadas, mas que Musk usou para ridicularizar sua credibilidade em assuntos de alta tecnologia. A enquete recebeu mais de um milhão de votos em poucas horas, com cerca de 85% dos participantes respondendo “não”, de acordo com dados do X. Essa tática de Musk não é nova; ele frequentemente usa enquetes e memes para mobilizar sua base de fãs e influenciar a opinião pública, como visto em controvérsias anteriores envolvendo regulamentações da FAA (Administração Federal de Aviação).
Essas críticas se conectam a um histórico de atritos. Em março de 2025, o New York Times reportou que Musk havia entrado em choque com Duffy sobre cortes orçamentários propostos pelo DOGE (Departamento de Eficiência Governamental), uma iniciativa que Musk ajudou a liderar brevemente antes de sair em maio. Aqueles cortes visavam reduzir regulamentações na aviação, mas afetavam diretamente os lançamentos da SpaceX, que dependem de aprovações rápidas da FAA. Musk argumentou na época que tais medidas atrasariam o progresso espacial, um tema que ele reviveu agora para pintar Duffy como um obstáculo à ambição americana no cosmos.
Declarações de Duffy sobre a SpaceX e a corrida lunar: Pressão por concorrência
Sean Duffy, um ex-congressista republicano da Wisconsin e ex-apresentador de reality shows na MTV, assumiu o cargo de secretário de Transportes em janeiro de 2025, logo após a posse de Trump. Como administrador interino da NASA desde maio, ele tem se posicionado como um defensor de uma abordagem mais agressiva e diversificada para a exploração espacial. Na segunda-feira, 20 de outubro, Duffy foi ao programa “Squawk Box” da CNBC para discutir os desafios do programa Artemis, o esforço da NASA para retornar humanos à Lua pela primeira vez desde 1972.
Durante a entrevista, Duffy foi categórico ao criticar a SpaceX por estar “atrasada” em suas obrigações contratuais. O contrato em questão, assinado em 2021, designa a SpaceX como a principal desenvolvedora do módulo de pouso humano para o Artemis III, com um valor inicial de US$ 2,9 bilhões. “Não vamos esperar por uma única empresa”, afirmou Duffy. “Vamos empurrar isso para frente e vencer a segunda corrida espacial contra os chineses. Voltar à Lua, estabelecer um acampamento, uma base.” Ele destacou a importância de abrir oportunidades para concorrentes, citando explicitamente a Blue Origin, fundada por Jeff Bezos, como uma alternativa viável.
Essa declaração reflete uma estratégia mais ampla da administração Trump para fomentar competição no setor espacial privado, alinhada com a política de “America First” que prioriza inovação doméstica sem monopólios. Duffy mencionou que a NASA está considerando expandir contratos para incluir mais empresas, o que poderia injetar bilhões adicionais na economia espacial americana. De acordo com a CNBC, um oficial da NASA informou que a SpaceX e a Blue Origin têm até 29 de outubro de 2025 para submeter propostas que acelerem o cronograma do Artemis, possivelmente incorporando tecnologias como o New Glenn da Blue Origin ou melhorias no Starship da SpaceX.
Em resposta a reações no X, Duffy postou na tarde de terça-feira “Adoro a paixão. A corrida para a Lua está acontecendo. Grandes empresas não devem temer um desafio.” Essa mensagem, embora conciliatória, ignora os insultos pessoais de Musk e reforça a visão de Duffy de um ecossistema espacial mais competitivo. Quando abordado pela Axios para comentar as críticas de Musk, o porta-voz da NASA, Bethany Stevens, direcionou as consultas para esse post, evitando escalar o conflito publicamente. Analistas da BBC observam que essa abordagem de Duffy busca equilibrar lealdade à administração Trump com a necessidade de manter parcerias com gigantes da tecnologia como Musk.
Histórico de tensões e contexto do programa Artemis: Atrasos e ambições globais
As raízes dessa disputa vão além do imediato. Em 2021, a SpaceX venceu uma licitação acirrada da NASA para o módulo lunar, derrotando a Blue Origin em uma batalha que incluiu disputas judiciais. A Blue Origin, no entanto, recebeu contratos paralelos para componentes do programa, totalizando mais de US$ 3,4 bilhões até agora, conforme relatórios da NASA. Apesar disso, a SpaceX permanece na vanguarda, com testes bem-sucedidos do Starship em 2024 e 2025, incluindo voos orbitais que demonstram sua capacidade de reuso e eficiência.
O programa Artemis, no entanto, tem enfrentado uma série de contratempos. Em janeiro de 2025, a NASA anunciou atrasos significativos devido a problemas técnicos no foguete SLS (Space Launch System), desenvolvidos pela Boeing e Lockheed Martin, e no sistema de suporte à vida do módulo Orion. O primeiro lançamento tripulado, Artemis II, agora está programado para setembro de 2026, enquanto o Artemis III – que incluiria o primeiro pouso lunar com a SpaceX – foi adiado para 2027. Esses deslizes custaram bilhões extras aos contribuintes, com o orçamento total do Artemis ultrapassando US$ 93 bilhões até 2025, segundo auditorias do Escritório de Responsabilidade Governamental (GAO).
No contexto global, a urgência é palpável. A China, por meio de sua Agência Espacial Nacional (CNSA), planeja uma base lunar internacional até 2030, em parceria com a Rússia e possivelmente outros países do BRICS. Programas como o Chang’e-6, que coletou amostras lunares em 2024, mostram o avanço chinês, pressionando os EUA a acelerar. Duffy, em suas declarações, invocou essa “segunda corrida espacial” para justificar sua postura pró-concorrência, argumentando que depender excessivamente de uma empresa como a SpaceX cria vulnerabilidades.
Musk também se envolveu em outra camada da controvérsia ao repostar uma defesa de Jared Isaacman, o bilionário fintech cuja nomeação para administrador da NASA foi retirada pelo presidente Trump em maio de 2025. Isaacman, comandante da missão Inspiration4 da SpaceX em 2021 – a primeira órbita totalmente civil –, é visto como um aliado de Musk. O post original no X chamava a decisão de “estúpida”, afirmando que Isaacman era “a pessoa mais qualificada e a melhor para liderar a NASA”. Musk endossou isso, sugerindo que a retirada foi motivada por pressões políticas para distanciar Trump de ex-aliados do DOGE. Relatos do Politico indicam que Isaacman, com sua experiência em aviação e filantropia espacial, representava uma visão mais alinhada com a inovação privada, contrastando com a burocracia tradicional da NASA.
Relação entre Trump e Musk: Calmaria aparente em meio a críticas persistentes
Apesar de uma briga pública em junho de 2025 que abalou sua aliança, o presidente Trump e Elon Musk mantêm um tom civil em interações recentes. Trump, reeleito em novembro de 2024 com forte apoio de Musk durante a campanha, tem elogiado publicamente os avanços da SpaceX como um pilar da superioridade americana. No entanto, Musk não hesita em criticar outros membros da administração, usando o X como uma ferramenta para moldar o debate. Sua saída do DOGE em maio, após desentendimentos sobre eficiência governamental, deixou cicatrizes, mas Trump evitou confrontos diretos, focando em metas como a expansão da Starlink para comunicações militares.
Essa dinâmica delicada é crucial para o setor espacial. A SpaceX, avaliada em mais de US$ 200 bilhões, é o motor da revolução espacial privada, com contratos da NASA representando cerca de 20% de sua receita anual. Fontes como a Reuters e a SpaceNews confirmam que, apesar das críticas, a agência continua a investir na SpaceX, mas a pressão por diversificação é crescente para mitigar riscos, como falhas potenciais no Starship. A briga atual entre Musk e Duffy ilustra o equilíbrio precário: enquanto a inovação de Musk impulsiona o progresso, visões governamentais como a de Duffy buscam maior accountability e competição.
Em resumo, esse confronto não é apenas pessoal; ele afeta o destino do programa espacial americano, com implicações para a economia, a segurança nacional e a liderança global. À medida que a data limite de 29 de outubro se aproxima, o mundo observa se essa rivalidade acelerará ou atrasará a volta à Lua.
As informações foram coletadas da Axios e do Yahoo.
