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Sundar Pichai diz que 5 Googlers ganharam Prêmios Nobel de Física, parabeniza os vencedores de 2025 pelo ‘incrível progresso’

O CEO da Alphabet, Sundar Pichai, parabenizou os vencedores do Prêmio Nobel de Física de 2025, destacando especialmente que um dos três laureados é um cientista atual da Google e outro é um ex-funcionário da empresa, o que reforça o compromisso da companhia com a pesquisa avançada em tecnologias quânticas. Em uma postagem na plataforma X, ele expressou orgulho profundo porque a Google agora conta com cinco laureados Nobel em suas fileiras, incluindo três prêmios concedidos nos últimos dois anos, um marco que ilustra o impacto da empresa na ciência global. Essa conquista não apenas celebra contribuições individuais, mas também destaca como a Google tem se posicionado na vanguarda da inovação quântica, integrando pesquisa acadêmica com aplicações práticas.

‘Pavimentaram o caminho’, afirma Sundar Pichai

“Parabéns a Michel Devoret, John Martinis e John Clarke pelo Prêmio Nobel de Física. Michel é o chefe cientista de hardware no nosso laboratório de Quantum AI, e John Martinis liderou a equipe de hardware por muitos anos”, escreveu Pichai em sua postagem, reconhecendo o papel central desses profissionais no avanço da computação quântica. Ele elogiou o trabalho pioneiro dos vencedores na mecânica quântica durante os anos 1980, que não só tornou possíveis avanços recentes, mas também abriu caminho essencial para o desenvolvimento de computadores quânticos corrigidos por erro, uma tecnologia que promete revolucionar campos como a criptografia e a simulação molecular. Esses experimentos iniciais, realizados na Universidade da Califórnia em Berkeley, demonstraram pela primeira vez fenômenos quânticos macroscópicos em circuitos supercondutores, pavimentando o terreno para os processadores quânticos modernos.

Pichai mencionou que, no dia anterior à postagem, ele havia visitado o laboratório quântico da Google em Santa Barbara, onde pôde testemunhar o progresso impressionante em tempo real, incluindo avanços em processadores quânticos como o Sycamore, e expressou esperança de que os laureados estivessem celebrando o reconhecimento merecido. “Sinto-me sortudo esta manhã por trabalhar em uma empresa que teve cinco laureados com o Nobel em suas fileiras — três prêmios em dois anos!”, compartilhou ele, enfatizando o orgulho coletivo da equipe da Google em contribuir para descobertas que transcendem a ciência pura e impactam a sociedade. De acordo com relatórios jornalísticos, John Martinis deixou a Google em 2020 após liderar a demonstração de supremacia quântica em 2019 e cofundou a Qolab, uma startup focada em computação quântica, em 2022, continuando seu legado inovador fora da empresa.

Os outros laureados Nobel associados à Google incluem Demis Hassabis e John Jumper, que receberam o Nobel de Química em 2024 por suas contribuições no design de proteínas usando inteligência artificial no DeepMind, uma subsidiária da Alphabet, e Geoffrey Hinton, premiado em Física em 2024 por seus trabalhos pioneiros em redes neurais artificiais e aprendizado de máquina, que moldaram a era da IA. Esses prêmios sucessivos, especialmente três em dois anos, reforçam o papel da Google como um hub global de inovação científica, atraindo talentos de elite e investindo bilhões em laboratórios de ponta para superar desafios quânticos como a correção de erros. A presença de tais especialistas não só acelera o desenvolvimento de hardware quântico, mas também inspira colaborações interdisciplinares entre física, engenharia e ciência da computação.

Prêmio Nobel de Física 2025: Pelo que foram premiados?

O Prêmio Nobel de Física de 2025 reconhece experimentos inovadores que demonstraram como o túnel quântico — um fenômeno onde partículas atravessam barreiras energéticas aparentemente impenetráveis — pode ser observado em escala macroscópica, envolvendo bilhões de partículas em sistemas supercondutores, expandindo os limites da mecânica quântica para o mundo visível. Os laureados, John Clarke, Michel H. Devoret e John M. Martinis, mostraram que as propriedades bizarras e contra-intuitivas do mundo quântico, como superposição e entrelaçamento, podem se manifestar em um sistema pequeno o suficiente para ser segurado na mão, transformando conceitos abstratos em realidades experimentais tangíveis. Essa descoberta, anunciada pela Academia Real Sueca de Ciências em 7 de outubro de 2025, baseia-se em décadas de pesquisa teórica e experimental, influenciada por pioneiros como Anthony Leggett e Brian Josephson, laureados anteriores.

Eles construíram um experimento pioneiro com um circuito elétrico supercondutor, incorporando uma junção Josephson — uma fina camada isolante entre dois supercondutores —, em um chip de aproximadamente um centímetro de diâmetro, resfriado a temperaturas próximas do zero absoluto para minimizar ruídos térmicos. Antes de seu trabalho, fenômenos como o túnel quântico e a quantização de energia eram confinados a sistemas microscópicos com poucas partículas, como átomos ou elétrons isolados; aqui, os laureados observaram esses efeitos em um sistema quântico coletivo com bilhões de pares de Cooper — pares de elétrons que fluem sem resistência em supercondutores —, preenchendo todo o chip e comportando-se como uma única entidade quântica. No experimento, o sistema ficava preso em um estado de corrente sem voltagem, de onde escapava via túnel quântico, gerando uma voltagem mensurável e demonstrando a natureza quantizada da energia, onde o sistema só absorve ou emite energia em pacotes discretos.

Essa transição de efeitos quânticos microscópicos para macroscópicos tem implicações profundas, pavimentando o caminho para tecnologias quânticas avançadas, incluindo computadores quânticos escaláveis, sensores ultrassensíveis baseados em SQUIDs (Superconducting Quantum Interference Devices) e protocolos de criptografia quântica que protegem dados contra ataques computacionais futuros. Por exemplo, o trabalho dos laureados é fundamental para o desenvolvimento de qubits supercondutores, os blocos de construção de processadores quânticos como os da Google, que buscam realizar cálculos impossíveis para computadores clássicos, como simulações de moléculas complexas para descoberta de medicamentos ou otimização de cadeias de suprimentos globais.

O prêmio, no valor de 11 milhões de coroas suecas — equivalente a cerca de 1,2 milhão de dólares —, será dividido igualmente entre os três laureados, refletindo sua colaboração estreita iniciada nos anos 1980 no laboratório de Clarke em Berkeley. John Clarke, nascido em 1942 em Cambridge, Reino Unido, é professor emérito da Universidade da Califórnia em Berkeley, onde desenvolveu magnetômetros SQUID ultrassensíveis usados em geofísica, busca por matéria escura e imagem por ressonância magnética de baixa frequência; ele graduou-se em Física pela Universidade de Cambridge em 1964 e obteve seu PhD em 1968, supervisionado por Brian Pippard. Michel H. Devoret, nascido em 1953 em Paris, França, é professor de Física na Universidade da Califórnia em Santa Barbara e chefe cientista de hardware na Google Quantum AI; formado em engenharia de telecomunicações em 1975 e com PhD em física da matéria condensada em 1982 pela Universidade Paris-Saclay, ele fundou o grupo Quantronics no CEA Saclay e inventou o “quantronium”, um tipo de qubit.

John M. Martinis, nascido em 1958 nos Estados Unidos, é professor na Universidade da Califórnia em Santa Barbara e pioneiro em qubits supercondutores; com bacharelado e PhD em Física pela UC Berkeley em 1980 e 1987, respectivamente, ele liderou a equipe da Google que demonstrou supremacia quântica em 2019 com o processador Sycamore, provando que computadores quânticos podem superar clássicos em tarefas específicas. O laboratório Quantum AI da Google, sediado em Santa Barbara desde 2014 em parceria com a NASA e a UC Santa Barbara, é um centro de excelência com instalações de fabricação de chips quânticos, data centers especializados e equipes multidisciplinares dedicadas a criar computadores quânticos corrigidos por erro em larga escala. Essa infraestrutura permite iterações rápidas em designs de processadores, acelerando o progresso rumo a aplicações comerciais que possam transformar indústrias como a farmacêutica, finanças e energia renovável. A Academia destacou que essa pesquisa não só enriquece o entendimento fundamental da física, mas também sustenta tecnologias digitais cotidianas, como transistores em smartphones e computadores, provando que a mecânica quântica é a base de nossa era tecnológica.

A informação foi coletada do Mint e do NDTV.