NegóciosFinançasnotícias

Vinci Compass Adquire Participação Majoritária na Gestora de Fundos Brasileira Verde

A Vinci Compass Investments Ltd. concluiu a aquisição de uma participação controladora de 50,1% na Verde Asset Management, uma das principais gestoras de investimentos multissetoriais do Brasil, adicionando cerca de R$ 16 bilhões (aproximadamente US$ 3 bilhões) em ativos sob gestão ao seu vasto portfólio. Essa transação, anunciada pela primeira vez em outubro de 2025 e fechada em 1º de dezembro de 2025, marca um momento decisivo para o setor de investimentos alternativos na América Latina, combinando o histórico comprovado de desempenho da Verde com a infraestrutura regional ampla e o poder de distribuição da Vinci Compass. Liderada pelo lendário Luis Stuhlberger, que permanece como CEO e CIO, a Verde traz décadas de retornos acima do mercado para uma plataforma que já gerencia R$ 316 bilhões em ativos em setembro de 2025, preparando o terreno para um crescimento acelerado em fundos multissetoriais, planos de previdência e além.​

A transação chega em meio a uma onda de consolidação na indústria de gestão de ativos do Brasil, onde performers de elite como a Verde buscam parcerias que amplifiquem seu alcance sem comprometer sua vantagem competitiva central em investimentos. Para investidores comuns e instituições, isso significa maior acesso a estratégias comprovadas por meio de canais expandidos, enquanto a Vinci Compass ganha uma adição poderosa à sua plataforma de Produtos e Soluções de Investimentos Globais. Alessandro Horta, CEO da Vinci Compass, saudou o movimento como posicionando a Verde como um “elemento fundamental” de sua linha multissetorial, destacando como essa união fortalece seu papel como o hub preferido da América Latina para investimentos alternativos. Com Stuhlberger se juntando como parceiro, o acordo preserva a continuidade e injeta expertise de elite na tomada de decisões mais ampla, prometendo inovação na alocação de ativos e gerenciamento de riscos em todos os segmentos de clientes.​

Aprofundando, a aquisição reflete dinâmicas econômicas mais amplas no Brasil e na América Latina, onde mercados de capitais em maturação e demanda institucional sofisticada estão impulsionando as empresas a escalar. A equipe da Verde, colaborando há mais de 25 anos desde o lançamento do fundo em 1997, navegou por tudo, desde booms de commodities até turbulências políticas, entregando retornos anualizados de cerca de 29% ao longo de quase três décadas. Isso não é apenas um golpe financeiro; é um alinhamento cultural e estratégico que pode redefinir como o capital global flui para alternativas de mercados emergentes, oferecendo a indivíduos de alto patrimônio, fundos de pensão e intermediários opções diversificadas respaldadas por liderança testada em batalha.​

A Mecânica Estratégica e o Plano Financeiro da Transação

Ao desmembrar a arquitetura do acordo, revela-se uma estrutura inteligentemente projetada que equilibra ganhos imediatos com alinhamento de longo prazo. A primeira fase, agora concluída, entregou à Vinci Compass sua maioria de 50,1% por meio de uma combinação de novas ações comuns Classe A VINP e dinheiro, dividida em dois pagamentos: uma parcela inicial no fechamento e uma segunda em dois anos, vinculada ao cumprimento de marcos de receita da Verde e condições padrão. Essa configuração contingente motiva o desempenho sustentado, garantindo que a parceria prospere no sucesso mútuo em vez de transferências únicas.​

Olhando para frente, a segunda fase apresenta uma provisão de earn-out de cinco anos na qual a Vinci Compass adquire a participação restante de 49,9%, pagável em ações, dinheiro ou uma mistura a critério deles, avaliada em torno de benchmarks chave como receitas de taxas. Earn-outs assim são espertos em fusões de gestão de ativos, pois vinculam pagamentos ao crescimento contínuo de AUM e lucratividade, reduzindo riscos para o comprador enquanto recompensa a equipe do vendedor por permanecer e entregar. Estimativas iniciais estimam o valor total da primeira fase em cerca de R$ 3 milhões em novas ações mais equivalente a R$ 8 milhões em dinheiro, com o pacote completo — incluindo o earn-out — potencialmente alcançando R$ 127,4 milhões, embora números exatos flexíveis com desempenho.​

Financeiramente, o impacto começa imediatamente: aumentos de dois dígitos nas receitas relacionadas a taxas por ação e elevações de um a dois dígitos baixos a médios nas receitas distribuíveis por ação, sinalizando que o negócio de alta margem da Verde complementa perfeitamente o modelo da Vinci Compass. Antes do acordo, as ações da Vinci Compass negociavam perto de sua máxima de 52 semanas de US$ 12,49, com um P/L de 24,45, rendimento de dividendos de 4,86% e fortes retornos de seis meses de 30,65%, pintando um quadro de momentum subvalorizado. Pós-aquisição, o influxo de R$ 16 bilhões em AUM — abrangendo ações brasileiras, macros globais e mandatos de previdência — expande ativos discricionários, melhora o retorno sobre ativos e enriquece a diversidade de produtos, de fundos multissetoriais a soluções de arquitetura aberta adaptadas para instituições e clientes ricos.​

Esse blueprint não é arbitrário; é criado para durabilidade. Executivos da Verde, incluindo gerentes sênior de portfólio, travam suas ações por cinco anos com vesting gradual, fomentando compromisso com pele no jogo. O papel duplo de Stuhlberger — liderando a Verde diariamente enquanto parceiro na Vinci Compass — garante integração perfeita em comitês de investimento, aguçando pesquisa cross-asset, visões macro e construção de portfólio. O resultado? Um modelo de federação onde a independência alimenta inovação dentro da escala, evitando armadilhas de consolidações pesadas que frequentemente diluem bordas boutique.

Expandindo o contexto de mercado, a cena de alternativos do Brasil está esquentando, com AUM inchando à medida que pensões e fundos soberanos perseguem alfa em meio a taxas voláteis e geopolítica. A Vinci Compass, nascida da fusão de 2024 entre Vinci Partners e Compass que gerou um gigante de US$ 50 bilhões em AUM em oito países, agora alavanca 11 escritórios do Rio aos EUA para distribuir estratégias da Verde mais amplamente. Isso não é mera caça por tamanho; é construção de ecossistema, onde a proeza em previdência da Verde acessa capital estável de longa duração, enquanto braços de private equity, crédito, imóveis, infraestrutura e florestas da Vinci criam soluções holísticas para clientes.​

O Legado da Verde e Luis Stuhlberger: O Coração da Renascença de Investimentos do Brasil

No cerne pulsa Luis Stuhlberger, um titã cujo lançamento do fundo Verde em 1997 precede o boom financeiro moderno do Brasil, transformando-o em um dos veículos multissetoriais mais antigos e maiores da nação. Com uma carreira abrangendo booms, bustos e tudo mais — desde a estabilização do Plano Real dos anos 90 até superciclos de commodities e reformas fiscais recentes — os retornos anualizados de 29% de Stuhlberger mostram maestria na navegação do ambiente de alto beta do Brasil. Clientes elogiam sua visão macro, misturando ações, renda fixa, moedas e derivativos em portfólios resilientes que resistem a tempestades que outros não preveem.​

A Verde, formalizada em 2015 mas enraizada naquele fundo de ’97, gerencia seus R$ 16 bilhões em estratégias domésticas e offshore, enfatizando planos de previdência que demandam governança inabalável e longevidade. A coesão de mais de 25 anos da equipe — muitos veteranos dos dias iniciais de Stuhlberger — gera colaboração intuitiva, produzindo estratégias que misturam nuance local com alcance global. Pós-acordo, essa expertise se encaixa na prateleira Global IP&S da Vinci Compass, superalimentando ofertas para canais de alto patrimônio, intermediários e instituições famintas por macros-alternativos.​

Comentários de Stuhlberger capturam a empolgação: parceria com a Vinci Compass desbloqueia “crescimento empolgante para a Verde e nossos clientes”, fundindo sua profundidade multissetorial com distribuição incomparável, tudo preservando a independência de investimentos. Seu novo posto fortalece os comitês da Vinci, infundindo sabedoria de mercado brasileiro em decisões pan-LatAm, impulsionando produtos frescos como híbridos alt-macro com inclinações LatAm. Para Stuhlberger, é evolução: de estrela de hedge fund iconoclasta para arquiteto de plataforma, ecoando pares que escalaram via afiliações sem perder a borda.​

Ampliando, Stuhlberger personifica a maturação dos investimentos no Brasil. Antes um lobo solitário apostando contra bolhas (como suas famosas chamadas de commodities de 2015), agora ele conecta boutiques a globais, em meio a crescimento de AUM impulsionado por reformas de pensão e influxos estrangeiros. A marca da Verde — sinônimo de superação — agora amplifica via redes da Vinci, potencialmente semeando estratégias no México, Chile e além, enquanto aprofunda laços institucionais brasileiros. Esse elemento humano eleva o acordo além dos números: é retenção de talento em escala, crucial em alternativos escassos em talentos.

A autonomia operacional da Verde persiste sob governança dedicada, frameworks de risco e incentivos ligados a desempenho, garantindo que a magia continue. Clientes veem nenhuma disrupção — apenas upside de kits de ferramentas mais amplos e alcance. Para a Vinci Compass, é um ímã de talentos, atraindo alocadores que confiam no nome de Stuhlberger ao lado de sua credibilidade estabelecida.

Implicações Mais Amplas: Remodelando o Panorama de Alternativos da América Latina

Essa aquisição catapulta a Vinci Compass rumo à dominância em um mercado fragmentado, onde escala supera silos. Pré-acordo, seus R$ 316 bilhões em AUM abrangiam private equity (negócios em energia, tech), crédito (jogos de dívida distressed), imóveis (reedificação urbana), infraestrutura (portos, renováveis), florestas (madeira sustentável), ações e consultoria — agora coroados pela joia multisetorial da Verde. Onze escritórios entregam alfa local com polimento global, servindo pensões dos EUA, fundos europeus e soberanos LatAm perseguindo retornos de 10-15%+ em um mundo de baixo rendimento.​

Estrategicamente, ela tapa lacunas: Verde reforça mandatos discricionários, eleva ROAs via taxas de previdência pegajosas e alimenta cross-sells. Clientes de alto patrimônio ganham o brilho da Verde junto à amplitude da Vinci; instituições acessam sinergias de pensão; intermediários impulsionam alts empacotados. Inovação de produto chama — macros globais com inclinações LatAm, multis otimizados para pensão, até alocação aprimorada por IA com input de Stuhlberger.​

Do lado de mercado, é pioneira. AUM de alternativos LatAm se aproxima de US$ 1 trilhão, por rastreadores da indústria, com Brasil em 40% de participação em meio a reformas desbloqueando pensões fechadas. Consolidação acelera: globais como BlackRock miram dentro, mas locais como Vinci vencem via relacionamentos. Concorrentes — XP, BTG — enfrentam rivalidade mais dura à medida que Vinci-Verde pioneira modelos “federados” misturando autonomia e músculo.

Riscos? Solavancos de integração, choques culturais, aprovações regulatórias (já limpas). Mas upsides dominam: acreção de receitas financia dividendos (aquele rendimento suculento de 4,86%), catalisadores de ações abundam e alavancas de crescimento multiplicam. A visão de Horta — “parceiro de escolha para necessidades global-local” — cristaliza aqui, posicionando a Vinci como o gateway de alts LatAm rivalizando gigantes dos EUA em turf doméstico.

Para investidores, é otimista: exposição diversificada à recuperação do Brasil (pós-eleições de 2024, altas de commodities), via gestor compounding em escala. Continuidade de Stuhlberger acalma nervos; earn-outs alinham destinos. A longo prazo, espere AUM compounding para R$ 400B+, lançamentos novos, talvez tuck-ins. Em um mundo de dominância dos EUA, esse acordo destaca a ascensão LatAm — talentos, mercados, retornos convergindo sob administração esperta.