16 Líderes Em Cibersegurança E Privacidade de Dados Em São Tomé E Príncipe Em 2026
A transformação digital em São Tomé e Príncipe deixou de ser apenas uma promessa para se tornar uma realidade palpável. Com a aprovação e implementação da Estratégia Nacional de Cibersegurança (2024-2028), o arquipélago está a construir alicerces sólidos para um futuro digital seguro. À medida que avançamos para 2026, certas figuras emergem como pilares fundamentais neste ecossistema. Estes profissionais e governantes não estão apenas a ocupar cargos; estão a definir como o país protege a sua soberania digital, os dados dos seus cidadãos e a integridade das suas infraestruturas críticas.
Este artigo destaca os 16 líderes que, pelas suas funções estratégicas, competências técnicas e influência política, estão a moldar o panorama da cibersegurança e da privacidade de dados em São Tomé e Príncipe para o ano de 2026. Eles representam o governo, o setor privado, a academia e as parcerias internacionais vitais para o desenvolvimento do país.
O Contexto da Cibersegurança em 2026
Para compreender a importância destes líderes, é preciso olhar para o cenário de 2026. O país está a meio do caminho da sua estratégia quinquenal. A conectividade aumentou com a expansão da fibra ótica e a adesão aos serviços digitais bancários e governamentais cresceu. Com isso, aumentaram também os riscos: ataques de phishing, ransomware e violações de dados pessoais.
A liderança em cibersegurança neste contexto exige mais do que conhecimento técnico; exige diplomacia para lidar com parceiros internacionais como o Banco Mundial, visão para criar leis justas e capacidade de gestão para implementar mudanças em instituições históricas.
Governo e Regulação: Os Guardiões da Estratégia
O setor público é o motor principal da cibersegurança nacional. É aqui que as leis são criadas e as estratégias definidas.
1. Dalila Rita
Cargo: Presidente do Conselho de Administração do INIC (Instituto de Inovação e Conhecimento)
Dalila Rita é uma figura central na modernização tecnológica do Estado. O INIC atua como o braço técnico do governo para a inovação. Sob a sua liderança, o INIC tem sido fundamental na coordenação da Estratégia Nacional de Cibersegurança. Em 2026, o seu papel é crucial para garantir que a administração pública não só adota novas tecnologias, mas que o faz de forma segura, promovendo a interoperabilidade entre os serviços do Estado.
| Atribuição Principal | Foco em 2026 |
| Coordenação Técnica | Implementação da GovTech segura e digitalização de processos. |
2. José Manuel Macumbo Costa Alegre
Cargo: Presidente da ANPDP (Agência Nacional de Proteção de Dados Pessoais)
Num mundo onde os dados são o novo petróleo, a proteção da privacidade é vital. José Manuel lidera a ANPDP, a entidade responsável por garantir que a Lei de Proteção de Dados Pessoais é cumprida. O seu trabalho envolve fiscalizar empresas e organismos públicos, assegurando que os dados dos cidadãos são tratadados com respeito e legalidade. Ele é a voz ativa na Rede Lusófona de Proteção de Dados, colocando São Tomé e Príncipe no mapa internacional da privacidade.
3. Vasth Santos
Cargo: Presidente do Conselho de Administração da AGER (Autoridade Geral de Regulação)
A AGER regula setores vitais como as telecomunicações. Vasth Santos tem a responsabilidade de garantir que os operadores de telecomunicações cumprem com os requisitos de segurança e qualidade de serviço. Em 2026, com a expansão das redes móveis e de internet, a regulação da segurança das redes torna-se uma prioridade máxima para a estabilidade económica do país.
4. Cecílio Quaresma do Sacramento
Cargo: Diretor de Comunicações Eletrónicas e Radiocomunicações na AGER
Trabalhando em conjunto com a presidência da AGER, o Engenheiro Cecílio Sacramento é o “cérebro técnico” por trás da regulação do espectro e das comunicações. A sua experiência técnica é vital para entender as nuances das novas tecnologias, como o 5G, e os desafios de segurança que elas trazem para o arquipélago.
5. Daniel Vaz
Cargo: Coordenador do Projeto STP Digital
O projeto STP Digital, financiado pelo Banco Mundial, é o grande impulsionador financeiro e técnico da transformação. Daniel Vaz gere os recursos e a execução deste projeto. A sua liderança determina quais as áreas que recebem investimento prioritário, desde a formação de quadros até à compra de equipamentos de cibersegurança para o Estado. Ele é o elo de ligação entre o financiamento internacional e a execução local.
Infraestrutura e Telecomunicações: A Espinha Dorsal
Sem infraestrutura segura, não há cibersegurança. As empresas de telecomunicações e os ministérios que as tutelam são a primeira linha de defesa contra ataques à rede nacional.
6. Nelson Mário de Carvalho Rosa Cardoso
Cargo: Ministro das Infraestruturas e Recursos Naturais
Como Ministro, Nelson Cardoso detém a tutela política sobre as comunicações e a energia. A segurança das infraestruturas críticas (como a rede elétrica e os cabos submarinos) depende das políticas definidas pelo seu ministério. Em 2026, a sua gestão foca-se na resiliência destas infraestruturas contra ciberataques que poderiam paralisar o país.
7. Coronel Victor Tavares Monteiro
Cargo: Delegado do Governo na CST (Companhia Santomense de Telecomunicações)
A CST é o operador histórico e detém grande parte da infraestrutura de fibra do país. O Coronel Victor Monteiro, com a sua formação militar e de defesa, traz uma perspetiva de segurança nacional para a gestão da empresa. A sua presença assegura que os interesses estratégicos do Estado estão salvaguardados dentro da operação da telecom, especialmente no que toca à proteção contra espionagem e sabotagem das comunicações.
8. Arlindo Lomba
Cargo: Diretor Técnico da Unitel STP
Na concorrência do mercado móvel, a Unitel STP desempenha um papel chave. Arlindo Lomba, como Diretor Técnico, é responsável pela segurança da rede da Unitel. O seu desafio para 2026 inclui proteger a base de utilizadores móveis contra fraudes digitais e garantir a integridade das comunicações numa rede em constante expansão e modernização.
9. Danilo Aguiar
Cargo: Diretor Comercial e de Marketing da Unitel STP
Embora seja uma função comercial, o papel de Danilo Aguiar é crucial na vertente da privacidade do consumidor. Ele define como os dados dos clientes são recolhidos e utilizados para serviços de valor acrescentado. A liderança ética no uso de dados de marketing é uma componente essencial da privacidade moderna, e a sua influência dita a confiança que o público tem nos serviços digitais privados.
O Setor Financeiro e Justiça: Protegendo Ativos e Leis
O dinheiro e a lei são alvos primordiais do cibercrime. Líderes nestas áreas precisam de estar um passo à frente dos criminosos.
10. Agostinho Fernandes
Cargo: Governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe (BCSTP)
Recém-nomeado para liderar a autoridade monetária, Agostinho Fernandes enfrenta o desafio de digitalizar o sistema financeiro mantendo a estabilidade. Sob a sua liderança, o Banco Central regula as fintechs e os pagamentos digitais. A cibersegurança bancária é a sua prioridade para evitar fraudes que possam desestabilizar a economia da dobra.
11. Alfredo Séca
Cargo: Diretor de Sistemas de Informação do Banco Central (BCSTP)
Enquanto o Governador define a política, Alfredo Séca implementa a tecnologia. Ele é o responsável direto pela segurança dos sistemas de pagamentos nacionais e das reservas digitais do banco. Em 2026, o seu foco está na implementação de protocolos avançados de encriptação e na resposta a incidentes de segurança financeira em tempo real.
12. Vera Cravid
Cargo: Ministra da Justiça, Assuntos Parlamentares e Direitos da Mulher
A cibersegurança precisa de leis fortes e de uma justiça capaz de as aplicar. Vera Cravid, como Ministra da Justiça, lidera a atualização dos quadros penais para combater o cibercrime. O seu papel é garantir que a polícia e os tribunais têm as ferramentas legais para processar hackers e burlões digitais, protegendo as vítimas, especialmente mulheres e crianças, de assédio e crimes online.
13. Artur Vera Cruz
Cargo: Presidente do Tribunal de Contas
O Tribunal de Contas fiscaliza o dinheiro público. Com a digitalização das finanças públicas, Artur Vera Cruz lidera a auditoria de sistemas informáticos do Estado. Ele assegura que os investimentos em tecnologia (como o projeto STP Digital) são geridos de forma transparente e que os próprios sistemas de gestão financeira do Estado são seguros e auditáveis.
Academia e Cooperação Internacional: O Futuro e o Apoio
A formação de novos talentos e o apoio externo são os pilares que sustentam a evolução a longo prazo.
14. Eurídice Helga Aguiar
Cargo: Reitora da Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP)
Não há cibersegurança sem especialistas. A Reitora Eurídice Aguiar tem a missão de adaptar o currículo académico às necessidades do mercado digital. A criação de cursos focados em informática, redes e segurança da informação na universidade pública é vital para criar uma mão-de-obra local qualificada, reduzindo a dependência de consultores estrangeiros em 2026.
15. Sandro Trigueiro
Cargo: Especialista do Banco Mundial (Líder de Projetos Digitais)
Como representante de um dos maiores parceiros de desenvolvimento do país, Sandro Trigueiro influencia diretamente a estratégia de cibersegurança através do financiamento e aconselhamento técnico. A sua experiência global ajuda a trazer as melhores práticas internacionais para São Tomé, garantindo que os projetos locais seguem padrões de segurança de classe mundial.
16. Dyazemar Pinheiro
Cargo: Vogal da Agência Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPDP)
Trabalhando lado a lado com o Presidente da ANPDP, Dyazemar Pinheiro representa a nova geração de técnicos dedicados à privacidade. A sua participação em fóruns internacionais, como a Rede Lusófona, traz conhecimentos frescos sobre tendências globais de proteção de dados, ajudando a agência a manter-se atualizada face às constantes mudanças tecnológicas de 2026.
Desafios e Oportunidades em 2026
Para estes 16 líderes, o ano de 2026 apresenta um cenário misto de grandes oportunidades e desafios complexos.
Ameaças Emergentes
O aumento da conectividade trouxe novos tipos de crimes. A engenharia social, onde criminosos enganam as pessoas para roubar senhas, tornou-se sofisticada. Ataques contra infraestruturas críticas, embora raros, são uma preocupação constante para a segurança nacional.
Principais Desafios:
- Escassez de Talento: Apesar dos esforços da USTP, ainda há falta de técnicos especializados.
- Orçamento Limitado: A cibersegurança é cara e o Estado depende de financiamento externo.
- Cultura de Segurança: Educar a população para não partilhar senhas ou clicar em links suspeitos é uma batalha contínua.
O Poder da Cooperação
Nenhum destes líderes trabalha isolado. A “Equipa de 2026” caracteriza-se pela interligação. O INIC precisa da regulação da AGER; a Unitel e a CST precisam das diretrizes do Ministério das Infraestruturas; e todos precisam da proteção legal do Ministério da Justiça e da supervisão de dados da ANPDP.
A tabela abaixo resume as áreas de atuação prioritárias para o ecossistema digital de São Tomé e Príncipe em 2026:
| Área Prioritária | Entidades Líderes | Objetivo 2026 |
| Legislação e Justiça | Min. Justiça, ANPDP, Tribunal Contas | Atualizar leis de cibercrime e proteção de dados. |
| Infraestrutura Segura | Min. Infraestruturas, AGER, CST, Unitel | Garantir redes resilientes e acesso seguro à internet. |
| Capacitação Humana | USTP, INIC, STP Digital | Formar novos técnicos e educar cidadãos. |
| Resiliência Financeira | Banco Central (BCSTP) | Proteger pagamentos digitais e sistema bancário. |
O Papel da Sociedade Civil
Embora este artigo foque nos líderes institucionais, a cibersegurança é um dever partilhado. Cada cidadão são-tomense, ao usar a internet de forma responsável, contribui para a segurança do país. Os líderes listados acima têm a responsabilidade de criar o ambiente seguro, mas o utilizador final é sempre a última linha de defesa.
Campanhas de sensibilização lideradas pelo INIC e pela ANPDP em 2026 visam exatamente isso: transformar cada funcionário público, estudante e empresário num agente ativo de segurança digital.
Palavras Finais
São Tomé e Príncipe está num momento decisivo da sua história digital. Os 16 líderes aqui apresentados não são apenas burocratas ou gestores; são os arquitetos do futuro digital da nação. De Dalila Rita no INIC a Agostinho Fernandes no Banco Central, cada um segura uma peça do puzzle que é a cibersegurança nacional.
Em 2026, espera-se que o trabalho conjunto destas personalidades resulte num país mais resiliente, onde a inovação tecnológica pode florescer sem medo. A proteção de dados e a segurança das redes não são fins em si mesmos, mas sim meios para garantir o desenvolvimento sustentável, a democracia e o bem-estar de todos os são-tomenses. O sucesso desta missão dependerá da capacidade destes líderes de continuarem a colaborar, adaptar-se e, acima de tudo, colocar os interesses digitais da nação em primeiro lugar.
