12 Líderes Em Cibersegurança E Privacidade de Dados NA Guiné-Bissau Em 2026
A Guiné-Bissau vive um momento histórico na sua transformação digital. Com a implementação da Estratégia Nacional para a Transformação Digital (ENTD.GW) e a chegada de novos operadores de telecomunicações, o ano de 2026 promete ser decisivo para a infraestrutura tecnológica do país. No entanto, este crescimento traz consigo desafios urgentes: a necessidade de cibersegurança robusta e leis claras de privacidade de dados.
Quem são as pessoas que estão na linha da frente desta batalha digital? Quem está a criar as leis, a proteger as redes e a educar a próxima geração de especialistas em Bissau?
Neste artigo, destacamos os 12 líderes em cibersegurança e privacidade de dados que você precisa acompanhar em 2026. Estas figuras, desde reguladores governamentais a inovadores do setor privado, são os arquitetos da segurança digital na Guiné-Bissau.
O Cenário da Cibersegurança na Guiné-Bissau em 2026
Antes de conhecermos os líderes, é importante entender o contexto. A Guiné-Bissau está a acelerar a digitalização dos serviços públicos, como o registo de veículos e a identificação civil. Além disso, a aquisição da MTN pela Telecel Group e o fortalecimento da Orange Bissau trouxeram novos investimentos em redes 4G e fibra ótica. Com mais dados a circular, a proteção contra crimes cibernéticos tornou-se uma prioridade de segurança nacional.
Abaixo, apresentamos os perfis que lideram esta mudança.
1. Herry Mané (Regulação e Supervisão)
Como Presidente do Conselho de Administração da ARN-TIC (Autoridade Reguladora Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação), Herry Mané ocupa talvez a posição mais crítica no ecossistema digital do país. Assumindo a liderança em meados de 2025, ele é responsável por supervisionar todo o setor de telecomunicações e garantir que os operadores cumpram as normas de segurança.
Em 2026, a sua liderança será fundamental para a implementação de novas diretrizes de cibersegurança para operadores móveis e fornecedores de internet.
| Perfil | Detalhes |
| Cargo | Presidente do Conselho de Administração |
| Organização | ARN-TIC (Autoridade Reguladora Nacional) |
| Foco em 2026 | Regulação de telecomunicações e políticas de segurança de rede. |
2. Marciano Silva Barbeiro (Estratégia Governamental)
O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Marciano Silva Barbeiro, é a face política da modernização. Ele liderou o lançamento da Estratégia Nacional para a Transformação Digital e tem sido um defensor vocal da digitalização como motor da economia.
O seu papel envolve não apenas atrair investimento tecnológico, mas também garantir que a infraestrutura crítica do Estado esteja protegida contra ataques cibernéticos, coordenando esforços com parceiros internacionais como o PNUD.
| Perfil | Detalhes |
| Cargo | Ministro |
| Organização | Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital |
| Foco em 2026 | Implementação da ENTD.GW e soberania digital. |
3. Thérèse Tounkara (Segurança em Telecomunicações)
Como Diretora-Geral da Orange Bissau, Thérèse Tounkara lidera uma das maiores operadoras do país.1 Com a vasta quantidade de dados de clientes e transações móveis (Orange Money) sob a sua gestão, a segurança da informação é uma prioridade diária.
A sua experiência em engenharia e digitalização coloca-a numa posição de destaque para definir padrões de segurança corporativa na Guiné-Bissau, influenciando como o setor privado protege os dados dos consumidores.
| Perfil | Detalhes |
| Cargo | Diretora-Geral |
| Organização | Orange Bissau |
| Foco em 2026 | Proteção de dados de clientes e segurança de pagamentos móveis. |
4. Adulai Bary (Inovação e Setor Privado)
Adulai Bary é um nome incontornável quando se fala em tecnologia na Guiné-Bissau. Fundador da BIGTechnologies e do InnovaLab, ele tem sido um pioneiro no desenvolvimento de soluções de software local.
O seu trabalho foca-se em criar ecossistemas digitais seguros para empresas e startups. Como líder de inovação, ele promove a adoção de melhores práticas de segurança no desenvolvimento de software e apoia o empreendedorismo tecnológico seguro.
| Perfil | Detalhes |
| Cargo | CEO / Fundador |
| Organização | BIGTechnologies / InnovaLab |
| Foco em 2026 | Inovação tecnológica segura e capacitação de startups. |
5. Nelson Moreira (Legislação e Privacidade)
A proteção de dados precisa de uma base legal sólida. Nelson Moreira, como Vogal para a Área Jurídica da ARN-TIC, desempenha um papel vital na interpretação e aplicação das leis de telecomunicações.
Com a crescente necessidade de uma Lei de Proteção de Dados Pessoais robusta na Guiné-Bissau, figuras com o perfil jurídico de Nelson Moreira são essenciais para redigir e fiscalizar as regras que protegem a privacidade dos cidadãos guineenses em 2026.
| Perfil | Detalhes |
| Cargo | Vogal (Área Jurídica) |
| Organização | ARN-TIC |
| Foco em 2026 | Quadro legal de proteção de dados e conformidade. |
6. Moh Damush (Infraestrutura e Novos Investimentos)
Com a aquisição da MTN Guiné-Bissau pela Telecel Group em 2024, Moh Damush (CEO do Grupo Telecel) tornou-se uma figura chave no mercado. A entrada da Telecel promete revitalizar a concorrência e trazer novas tecnologias.
A modernização da rede da antiga MTN implicará, necessariamente, a atualização dos protocolos de segurança. A liderança da Telecel será determinante para elevar o nível de segurança da infraestrutura móvel no país.
| Perfil | Detalhes |
| Cargo | CEO do Grupo |
| Organização | Telecel Group (Telecel Guiné-Bissau) |
| Foco em 2026 | Modernização de rede e segurança de infraestrutura crítica. |
7. Ibrahim Koné (Dados de Transportes e Identidade)
Ibrahim Koné é o Diretor-Geral da Quipux Bissau, a empresa responsável pela digitalização dos serviços de transportes terrestres (cartas de condução biométricas, matrículas, etc.).
Este projeto lida com uma quantidade massiva de dados pessoais sensíveis dos cidadãos. A gestão de Ibrahim Koné é crucial para garantir que esta base de dados governamental esteja segura contra fugas e acessos não autorizados.
| Perfil | Detalhes |
| Cargo | Diretor-Geral |
| Organização | Quipux Bissau |
| Foco em 2026 | Segurança de bases de dados biométricas e governamentais. |
8. João Okica de Sá (Educação e Pesquisa)
João Okica de Sá preside o Conselho de Administração da RNEP-GW (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa da Guiné-Bissau). Esta organização conecta universidades e centros de pesquisa, promovendo a troca de conhecimento científico.
A segurança das redes académicas é vital para proteger a propriedade intelectual e os dados de pesquisa. O seu trabalho em parceria com a RNP (Brasil) e FCT (Portugal) ajuda a trazer standards internacionais de segurança para o meio académico guineense.
| Perfil | Detalhes |
| Cargo | Presidente do Conselho de Administração |
| Organização | RNEP-GW |
| Foco em 2026 | Conectividade segura para universidades e pesquisa. |
9. Bambo Sanhá (Defesa do Consumidor)
A cibersegurança não é apenas técnica; é também um direito do cidadão. Bambo Sanhá, Secretário-Geral da ACOBES (Associação de Consumidores de Bens e Serviços), tem sido uma voz ativa na defesa dos direitos dos guineenses.
À medida que os serviços digitais crescem, a ACOBES tem alertado para a necessidade de proteger os dados dos consumidores contra abusos de empresas e fraudes digitais. Em 2026, o seu papel de vigilância será ainda mais importante.
| Perfil | Detalhes |
| Cargo | Secretário-Geral |
| Organização | ACOBES |
| Foco em 2026 | Advocacia por privacidade e direitos digitais do consumidor. |
10. Geneviève Boutin (Cooperação Internacional)
Como Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas (ONU) na Guiné-Bissau, Geneviève Boutin supervisiona o apoio de agências como o PNUD à transformação digital do país.
A ONU tem financiado e apoiado tecnicamente a criação de infraestruturas digitais e a formação de quadros. A sua liderança garante que a cibersegurança seja integrada em todos os projetos de desenvolvimento, assegurando uma digitalização sustentável e segura.
| Perfil | Detalhes |
| Cargo | Coordenadora Residente |
| Organização | Nações Unidas (Guiné-Bissau) |
| Foco em 2026 | Suporte internacional para governança digital segura. |
11. Responsável pela Unidade de Cibercrime (Polícia Judiciária)
Embora os nomes operacionais muitas vezes não sejam públicos por razões de segurança, a liderança da Polícia Judiciária (PJ) dedicada ao combate ao cibercrime é fundamental. Com o aumento de fraudes online e burlas via telemóvel, esta unidade é a força de resposta do Estado.
Em 2026, espera-se um fortalecimento desta área, com maior formação de inspetores para investigar crimes informáticos complexos e cooperação com a Interpol.
| Perfil | Detalhes |
| Cargo | Chefia de Investigação Criminal |
| Organização | Polícia Judiciária (PJ) |
| Foco em 2026 | Investigação e combate ao cibercrime e fraudes digitais. |
12. Líderes Acadêmicos de TI (Universidades)
O futuro da cibersegurança depende da educação. Os coordenadores dos cursos de Engenharia Informática de instituições como a Universidade Lusófona da Guiné-Bissau e a Universidade Amílcar Cabral merecem destaque.
Estes académicos estão a formar a primeira geração de especialistas em segurança cibernética “Made in Guiné-Bissau”, preparando jovens para defenderem as redes nacionais nos próximos anos.
| Perfil | Detalhes |
| Setor | Ensino Superior |
| Instituições | Univ. Lusófona / Univ. Amílcar Cabral |
| Foco em 2026 | Formação de talento e capital humano em TI. |
O Caminho para o Futuro: Desafios de 2026
Ao analisarmos estes 12 perfis, fica claro que a Guiné-Bissau está a construir um ecossistema digital diversificado. No entanto, 2026 trará desafios específicos que estes líderes terão de enfrentar em conjunto:
- Aprovação da Lei de Proteção de Dados: A criação de uma legislação específica é urgente para dar segurança jurídica a investidores e cidadãos.
- Literacia Digital: Não basta ter tecnologia segura; a população precisa de saber como evitar golpes online.
- Soberania de Dados: Garantir que os dados críticos do governo guineense sejam armazenados de forma segura e, preferencialmente, em território nacional ou em “nuvens” soberanas.
Perguntas Frequentes (FAQ)
- A Guiné-Bissau tem uma Lei de Proteção de Dados Pessoais?
Atualmente, a Guiné-Bissau está em processo de desenvolvimento do seu quadro legal para a proteção de dados. A Constituição garante a privacidade, mas uma lei específica detalhada (semelhante ao RGPD europeu) é uma das prioridades para 2026, impulsionada por líderes da ARN-TIC e do Ministério da Economia Digital.
- Quem regula a internet na Guiné-Bissau?
A entidade responsável é a ARN-TIC (Autoridade Reguladora Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação).2 Ela fiscaliza os operadores de telefonia e internet, garantindo qualidade de serviço e segurança.
- Quais são os principais riscos cibernéticos no país?
Os riscos mais comuns incluem fraudes financeiras através de telemóveis (mobile money), phishing (roubo de identidade) e ataques a infraestruturas governamentais pouco protegidas.
- Como a Telecel afeta o mercado de segurança?
A entrada da Telecel (ao adquirir a MTN) traz novos investimentos em tecnologia de rede. Geralmente, grandes grupos internacionais aplicam standards globais de segurança, o que tende a elevar a qualidade da proteção de dados em todo o mercado nacional.
Palavras Finais
A cibersegurança na Guiné-Bissau em 2026 não é um “show de um homem só”. É um esforço coletivo que envolve o governo, as grandes empresas de telecomunicações, a academia e a sociedade civil.
Os 12 líderes apresentados neste artigo representam a vanguarda deste movimento. Eles são os guardiões digitais que trabalham para garantir que a tecnologia sirva para desenvolver a Guiné-Bissau, e não para expor as suas fragilidades. Acompanhar o trabalho de figuras como Herry Mané, Thérèse Tounkara e Adulai Bary é essencial para quem quer entender para onde o país caminha na era da informação.
Se você é um profissional da área ou um investidor, fique atento a estes nomes. O futuro digital da Guiné-Bissau está a ser escrito agora, e a segurança será o seu capítulo mais importante.
