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O CEO da OpenAI, Sam Altman, encontra-se com o Presidente dos EAU, Sheikh Mohamed bin Zayed Al Nahyan, para impulsionar a pesquisa e o uso da IA

O CEO da OpenAI, Sam Altman, realizou uma reunião importante com o Presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Sheikh Mohamed bin Zayed Al Nahyan, na capital Abu Dhabi, com o objetivo de fortalecer a cooperação em pesquisa e aplicações práticas de inteligência artificial (IA). Essa reunião, que ocorreu no prestigiado Qasr Al Shati, foi divulgada pela agência de notícias estatal dos EAU, WAM, e destacou a importância de alinhar as inovações da OpenAI com a ambiciosa estratégia dos EAU para desenvolver um ecossistema robusto de IA. O foco principal foi em como essa parceria pode contribuir para os objetivos nacionais de desenvolvimento sustentável, promovendo uma economia baseada no conhecimento e elevando a posição dos EAU como líder global no setor de IA. Durante o encontro, Altman expressou admiração pela visão estratégica dos EAU em relação à IA, enfatizando o papel das colaborações internacionais para acelerar avanços tecnológicos que beneficiem a sociedade como um todo. Ele destacou iniciativas como o uso de IA para resolver desafios globais, incluindo mudanças climáticas e saúde pública, alinhando-se com as prioridades dos EAU. Em um gesto de reconhecimento ao impacto de Altman no campo da IA, a Universidade de Inteligência Artificial Mohamed bin Zayed (MBZUAI) concedeu a ele seu primeiro doutorado honorário, uma distinção que celebra não apenas suas contribuições para o avanço da pesquisa em IA, mas também seu apoio a inovações que integram tecnologia, negócios e educação. Fundada em Abu Dhabi, a MBZUAI se destaca como a primeira instituição de pós-graduação do mundo inteiramente dedicada à IA, com programas que formam profissionais altamente qualificados e líderes capazes de impulsionar o setor em escala global. Essa universidade, estabelecida em 2019, já atraiu milhares de estudantes internacionais e colabora com entidades como a OpenAI para projetos de pesquisa conjunta, reforçando o compromisso dos EAU com a excelência acadêmica e tecnológica, conforme relatado em fontes oficiais como o site da MBZUAI e relatórios da UNESCO sobre educação em IA.

Como os EAU planejam usar a IA para crescer sua economia

Os Emirados Árabes Unidos estão implementando um plano abrangente e ambicioso para integrar a inteligência artificial em todos os aspectos de sua economia, visando se tornar um hub global de inovação e diminuir progressivamente a dependência de receitas petrolíferas, de acordo com estratégias delineadas no documento oficial UAE National AI Strategy 2031 e análises da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Essa visão de longo prazo prioriza a criação de uma economia impulsionada pelo conhecimento e pela inovação, onde a IA atua como o motor principal para o crescimento sustentável em setores variados, incluindo saúde, educação, transporte e finanças. Entre as prioridades chave, destaca-se o investimento em pesquisa local de IA, com alocação de bilhões de dólares para laboratórios e centros de excelência que incentivam a colaboração entre o governo, universidades e empresas privadas, fomentando um ambiente propício para startups e inovações domésticas. Parcerias globais são essenciais nesse contexto, permitindo o acesso a tecnologias de ponta e o intercâmbio de conhecimentos com líderes mundiais como os Estados Unidos e a China, como evidenciado em acordos bilaterais reportados pela Reuters.

Um marco significativo nessa estratégia é a construção de um dos maiores centros de dados de IA do mundo em Abu Dhabi, projetado para suportar operações em larga escala e servir como infraestrutura fundamental para aplicações de IA em indústrias críticas, conforme anúncios da Abu Dhabi Investment Authority (ADIA) e relatórios da Gartner sobre infraestrutura digital. Esse centro não só impulsionará a capacidade computacional do país, mas também atrairá investimentos estrangeiros, gerando empregos qualificados e contribuindo para o PIB por meio de serviços de IA exportáveis. Além disso, os EAU estão utilizando a IA para preservar e modernizar a língua árabe, desenvolvendo ferramentas avançadas como dicionários digitais interativos, sistemas de análise linguística baseados em machine learning e modelos de linguagem adaptados à cultura regional, garantindo que o árabe permaneça relevante no ecossistema digital global. Essas iniciativas, lideradas pelo Ministério da Inteligência Artificial dos EAU e apoiadas por parcerias com instituições como a Google e a Microsoft, visam combater o domínio de idiomas como o inglês na IA, promovendo inclusão cultural e acessibilidade, como detalhado em estudos da UNESCO sobre diversidade linguística digital.

No plano internacional, os EAU estão consolidando relações estratégicas, especialmente com os Estados Unidos, culminando no anúncio de um amplo campus conjunto de IA em Abu Dhabi durante a visita do Presidente Donald Trump em maio de 2025, que enfatizou não apenas avanços tecnológicos, mas também laços diplomáticos e econômicos mais fortes, segundo coberturas da Casa Branca e da Bloomberg. Essa colaboração inclui investimentos conjuntos em pesquisa de IA aplicada a desafios como segurança cibernética e sustentabilidade ambiental, com metas de atrair mais de 100 bilhões de dólares em investimentos até 2030. Adicionalmente, os EAU integram a IA em políticas nacionais para diversificar a economia, como no setor de energia renovável, onde algoritmos de IA otimizam redes elétricas e preveem demandas energéticas, alinhando-se aos objetivos da UAE Vision 2031 de alcançar 30% do PIB de fontes não petrolíferas. Programas de capacitação, como cursos gratuitos em IA para a população local, e incentivos fiscais para empresas de tecnologia, complementam essa abordagem, criando um ecossistema vibrante que posiciona os EAU como um modelo para nações em transição econômica, conforme analisado em relatórios do Fórum Econômico Mundial.