Arteta satisfeito com a maior vitória do Arsenal na temporada
Mikel Arteta se declara “encantado” e elogia a “fome” implacável de sua equipe após o Arsenal destruir o Sheffield United por 6 a 0 no Emirates Stadium, no sábado, garantindo sua maior vitória da temporada e enviando um estrondoso aviso aos rivais pelo título da Premier League.
A vitória, impulsionada por cinco jogadores diferentes marcando gols, mostrou um Arsenal corajoso e letal, algo que o treinador disse representar o novo padrão do clube. O resultado coloca temporariamente os Gunners no topo da tabela da Premier League.
Fatos-Chave: Arsenal 6-0 Sheffield United
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Maior vitória da temporada: O placar de 6 a 0 é a maior diferença de vitória do Arsenal na campanha 2025-26, superando o 4 a 0 contra o Bournemouth em setembro.
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Reação de Arteta: O técnico Mikel Arteta descreveu o jogo como “uma grande noite”, elogiando a “fome” e a “agressividade positiva” da equipe desde o primeiro minuto.
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Domínio estatístico: O Arsenal registrou 28 finalizações, 14 delas no alvo, com 74% de posse de bola. O Sheffield United, por sua vez, conseguiu apenas duas finalizações, nenhuma delas no gol.
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Eficiência brutal: Os Gunners alcançaram um índice de gols esperados (xG) de 4,9, mas superaram a métrica ao marcar seis vezes — mostrando uma finalização clínica.
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Impacto na tabela: A vitória colocou o Arsenal na primeira posição com 25 pontos, à frente do Manchester City e do Liverpool (que jogam no domingo). O aumento de +6 no saldo de gols pode ser decisivo na disputa pelo título.
“Adoro isso na equipe”: Arteta celebra novo padrão
Falando na coletiva pós-jogo, um Arteta visivelmente satisfeito foi efusivo nos elogios, destacando tanto os aspectos psicológicos quanto o desempenho tático.
“Foi uma grande noite,” disse Arteta aos jornalistas. “A forma como começamos fez toda a diferença. Fomos agressivos e positivos, mostrando qualidade real no terço final para colocar o jogo em uma ótima posição para nós.”
Os Gunners já venciam por 4 a 0 no intervalo, mas, ao contrário de temporadas anteriores, não diminuíram o ritmo. Continuaram a pressionar em busca de mais gols — algo que agradou especialmente ao treinador.
Essa mentalidade implacável responde diretamente às críticas de fragilidade que historicamente acompanharam o Arsenal. Após o empate de 1 a 1 contra o Newcastle no fim de semana passado, a equipe respondeu de forma contundente.
Pelos números: a anatomia de uma demolição
O placar de 6 a 0 não foi um acaso estatístico. O desempenho reflete total domínio em todas as áreas do campo.
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Poder de fogo avassalador: As 28 finalizações (14 no alvo) representam o maior número do Arsenal em um único jogo nesta temporada. Aos 30 minutos, o time já havia criado 12 chances e marcado três gols. O Sheffield United cometeu 14 faltas — mais do que o número de finalizações (2). (Fonte: Opta Stats, 25 de outubro de 2025)
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Controle no meio-campo: A dupla Declan Rice e Martin Ødegaard foi impecável. Rice somou 8 recuperações e 2 interceptações. Ødegaard, autor do primeiro gol, fez 5 passes decisivos e teve 94% de acerto nos passes.
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Precisão clínica: O Arsenal, frequentemente criticado por não converter domínio em gols na última temporada, mostrou uma nova face letal. Foram seis gols com xG de 4,9 — uma “superperformance” que indica confiança total. Bukayo Saka marcou dois gols a partir de chances somadas de apenas 0,8 xG.
Análise tática: como os Gunners quebraram os Blades
O plano de Arteta funcionou perfeitamente, explorando as fragilidades defensivas do adversário desde o início.
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Pressão alta incessante: O trio ofensivo formado por Gabriel Martinelli, Kai Havertz e Bukayo Saka, apoiado por Ødegaard, pressionou alto e em conjunto. O primeiro gol, de Ødegaard aos 8 minutos, surgiu após uma recuperação de bola de Havertz a 30 metros do gol do Sheffield United.
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Fluidez e sobrecarga: Ben White, nominalmente lateral-direito, atuou grande parte do tempo como meio-campista auxiliar ou ponta sobreposta, criando situações de 2 contra 1 com Saka. Do lado esquerdo, Martinelli marcou após se movimentar para o centro, arrastando o defensor e abrindo espaço para Havertz devolver a bola.
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Ataque em “cinco faixas”: Os cinco primeiros gols vieram de cinco jogadores diferentes (Ødegaard, Martinelli, Havertz, White e Gabriel Magalhães), antes de Saka marcar o sexto. Esse modelo — onde lateral, ponta, centroavante e meias atacam em cinco corredores simultâneos — torna o Arsenal extremamente difícil de marcar.
Vozes: “Queríamos mandar uma mensagem”
Bukayo Saka, eleito o melhor em campo, disse à Sky Sports: “Sabíamos o que estavam dizendo depois da semana passada. Ficamos desapontados com o empate e treinamos com intensidade total. Queríamos mandar um recado — para nós mesmos — sobre o nível que podemos alcançar.”
Pelo lado do Sheffield United, o técnico Paul Heckingbottom foi direto: “Não é aceitável. Não competimos. Decepcionamos nossos torcedores e a nós mesmos. O Arsenal estava em outro nível.”
Implicações e próximos desafios
Esta vitória foi muito mais do que três pontos. Além do impulso no saldo de gols, coloca o Arsenal de volta no topo e aumenta a pressão sobre Manchester City e Liverpool.
O desempenho — dominante, confiante e taticamente refinado — teve impacto simbólico. Agora, os Gunners precisam manter o ritmo em outras competições: na próxima quarta-feira, enfrentam o Brighton pela Copa da Liga (Carabao Cup), antes de visitar o Chelsea em Stamford Bridge, no próximo sábado.
Por ora, Arteta e sua equipe podem estar, como ele disse, “encantados”. Eles não apenas venceram — fizeram uma declaração.
