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Trump revela que Rupert e Lachlan Murdoch podem estar envolvidos no acordo do TikTok

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o magnata da mídia Rupert Murdoch e seu filho Lachlan Murdoch podem integrar um grupo de investidores americanos em um acordo para transferir o controle do TikTok para mãos americanas. Essa revelação ocorreu durante uma entrevista à Fox News, rede de televisão pertencente à família Murdoch, onde Trump também citou Michael Dell, fundador e CEO da Dell Technologies, como potencial participante, destacando a importância de figuras proeminentes e patrióticas no processo.

Detalhes Revelados por Trump sobre os Participantes do Acordo

Na entrevista, Trump expressou otimismo sobre o grupo envolvido, afirmando: “Acho que eles vão estar no grupo. Alguns outros também. Pessoas realmente ótimas, muito proeminentes”. Ele enfatizou que esses indivíduos são “patriotas americanos” que amam o país e estão comprometidos em gerenciar bem a operação. Além dos Murdochs e de Dell, Trump confirmou a participação de Larry Ellison, fundador e CEO da Oracle, uma informação que já circulava em relatórios anteriores da imprensa.

Rupert Murdoch, de 94 anos, é o fundador do império midiático News Corp, que inclui jornais como The Wall Street Journal e redes como a Fox News, com um patrimônio estimado em bilhões de dólares pela Forbes. Seu filho Lachlan, de 53 anos, assumiu como CEO da Fox Corporation em 2019, continuando o legado familiar no setor de mídia e entretenimento. Michael Dell, por sua vez, lidera a Dell Technologies, uma gigante de hardware e soluções em nuvem, com foco em inovação tecnológica, e tem um histórico de investimentos em startups e infraestrutura digital, conforme perfis da Bloomberg. Larry Ellison, aos 81 anos, é conhecido por fundar a Oracle em 1977, transformando-a em uma das maiores empresas de software do mundo, especializada em bancos de dados e computação em nuvem, de acordo com dados da empresa e análises da Reuters.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, detalhou em uma declaração no sábado que a Oracle assumiria a responsabilidade pela gestão de dados e segurança do TikTok, com americanos ocupando seis dos sete assentos em um conselho diretor planejado. Essa configuração visa garantir a conformidade com padrões de segurança nacional, protegendo informações de usuários contra acessos indevidos, como relatado em comunicados oficiais da Casa Branca e em coberturas da Associated Press.

Contexto da Negociação e a Ligação com Xi Jinping

O anúncio de Trump veio logo após ele descrever uma ligação telefônica “muito produtiva” com o presidente chinês Xi Jinping, realizada na sexta-feira, focada na aprovação final do acordo. Embora muitos aspectos permaneçam confidenciais, Trump compartilhou em uma postagem no Truth Social que as discussões avançaram em temas cruciais, incluindo comércio bilateral, o combate ao fentanil – uma crise de saúde pública nos EUA ligada a importações chinesas –, o encerramento da guerra entre Rússia e Ucrânia, e especificamente a liberação do acordo do TikTok.

Trump informou aos repórteres na Casa Branca que Xi Jinping aprovou o acordo verbalmente, mas ressaltou que ele ainda precisa ser formalizado por meio de assinaturas e aprovações regulatórias. Representantes dos Murdochs, por meio da Fox Corporation, de Michael Dell via Dell Technologies, e de Larry Ellison pela Oracle, não emitiram comentários oficiais sobre o envolvimento até o momento, conforme atualizações de fontes confiáveis como o The Wall Street Journal e a CNBC, que monitoram as negociações em tempo real.

Essa negociação reflete tensões mais amplas nas relações EUA-China, especialmente em tecnologia, onde os EUA buscam reduzir a influência chinesa em aplicativos populares. O TikTok, com mais de 170 milhões de usuários nos EUA segundo dados da ByteDance, tornou-se um ponto focal devido ao seu rápido crescimento e ao potencial de coleta de dados em larga escala.

Riscos de Segurança e a Ameaça de Banimento do TikTok

Se o acordo for confirmado, ele impediria o banimento do TikTok nos Estados Unidos, uma medida que foi adiada quatro vezes pelo presidente Trump. Autoridades americanas, incluindo o Departamento de Justiça e agências de inteligência como a CIA, alertaram repetidamente que o algoritmo do aplicativo é suscetível a manipulações pelas autoridades chinesas. Essas manipulações poderiam incluir a promoção sutil de conteúdos que favoreçam narrativas pró-China ou a coleta de dados pessoais para fins de espionagem, de forma difícil de detectar, conforme relatórios detalhados do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA e análises da Brookings Institution.

O Congresso dos EUA aprovou uma lei exigindo que a ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok, vendesse seus ativos americanos até janeiro de 2025, sob pena de proibição total do app em lojas de aplicativos como Apple App Store e Google Play. Essa legislação foi motivada por preocupações com a Lei de Inteligência Nacional da China de 2017, que obriga empresas chinesas a cooperar com o governo em questões de segurança, potencialmente expondo dados de usuários americanos. Trump, que inicialmente criticava o app, admitiu em declarações recentes ser “um pouco preconceituoso” sobre o TikTok, revelando que não era fã no início, mas mudou de opinião após usá-lo durante sua campanha eleitoral, creditando-o por contribuir para sua vitória “esmagadora” nas eleições, como citado em entrevistas à Fox News e ao New York Post.

A ByteDance tem negado consistentemente qualquer interferência governamental, argumentando que opera de forma independente e armazena dados de usuários americanos em servidores nos EUA e em Singapura, de acordo com declarações oficiais da empresa à CNN e à BBC.

Impacto Potencial do Acordo e Perfis dos Envolvidos

O envolvimento de pesos-pesados como os Murdochs poderia injetar expertise em gerenciamento de conteúdo e distribuição midiática no TikTok, potencialmente expandindo seu alcance em notícias e entretenimento sob uma lente americana. A família Murdoch, com décadas de experiência em mídia global, controla ativos que alcançam milhões de espectadores diários, o que poderia ajudar a moldar o algoritmo do app para priorizar conteúdos alinhados com valores americanos, conforme análises de especialistas em mídia da Columbia Journalism Review.

Michael Dell traria conhecimentos em hardware e infraestrutura tecnológica, essenciais para escalar operações de dados, enquanto Larry Ellison, com a Oracle, oferece soluções robustas em nuvem e segurança cibernética, já usadas por governos e empresas Fortune 500. Juntos, esse grupo de “patriotas americanos”, como descrito por Trump, representa uma estratégia para “americanizar” o TikTok, mitigando riscos enquanto preserva sua popularidade entre jovens usuários, que usam o app para criação de vídeos curtos, tendências virais e engajamento social.

Economicamente, o acordo poderia gerar empregos em tecnologia nos EUA, impulsionar investimentos em inovação e fortalecer a posição competitiva americana contra rivais chineses, de acordo com projeções da McKinsey & Company sobre o setor de tecnologia. No entanto, críticos, como o Centro para uma Nova Segurança Americana (CNAS), alertam que qualquer acordo deve incluir auditorias independentes para garantir transparência.

Esse desenvolvimento ocorre em meio a negociações mais amplas entre EUA e China, com o TikTok servindo como teste para futuras resoluções em disputas tecnológicas, baseado em coberturas recentes do The New York Times e da Foreign Affairs.