furacão Melissa atinge Cuba com ventos de 193 km/h; Jamaica declara estado de calamidade pública.
tempestade tropical Melissa atingiu partes da Cuba na manhã de quarta-feira como um furacão de categoria 3 com ventos de até 120 mph (193 kph). No dia anterior, ela devastou a Jamaica como um furacão de categoria 5, com ventos recordes de 185 mph (295 kph), sendo a tempestade mais forte a atingir o país em seus 174 anos de história.
O primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness, declarou a ilha uma área sob ameaça e ativou o plano de emergência nacional, enquanto a Cuba evacuou aproximadamente meio milhão de pessoas em áreas vulneráveis na província de Santiago de Cuba, pois o núcleo da tempestade avançava para terra perto de Chivirico. As autoridades locais alertaram para riscos de enchentes catastróficas e deslizamentos de terra.
Situação em Cuba
Na manhã de 29 de outubro, o furacão Melissa tocou terra perto de Chivirico, com ventos de 120 mph, ameaçando inundação e deslizamentos. O governo cubano suspendeu aulas e transportes, e as províncias de Granma, Santiago de Cuba, Guantánamo, Holguín e Las Tunas estão sob aviso de furacão. Estima-se que a tempestade possa despejar até 51 cm de chuva nas áreas montanhosas, aumentando o risco de enchentes rápidas e deslizamentos de terra, enquanto centenas de milhares buscam abrigo em instalações oficiais e na casa de familiares.
Situação na Jamaica
Na terça-feira, a Jamaica foi atingida por um furacão de categoria 5, o mais forte já registrado na história do país, com ventos sustentados de 185 mph. Poucas horas antes do impacto, o governo tomou medidas extensivas de preparação, incluindo evacuações obrigatórias e mobilização de recursos de emergência. Muitos moradores permanecem em suas casas, apesar dos riscos, o que agravou os danos já registrados, como quedas de árvores, cortes de energia e inundação generalizada.
Impacto e danos iniciais
Os relatos preliminares indicam que áreas como o paróquia de St. Elizabeth já estão inundadas, com mais de meio milhão de consumidores sem energia, hospitais danificados e emergências na infraestrutura de transporte e comunicação.
Perspectivas futuras
A previsão do NHC indica que Melissa deverá atravessar Cuba durante a manhã, seguir para as Bahamas e depois deslocar-se para o nordeste, chegando próximo a Bermuda. Agências de ajuda internacional já se preparam para uma resposta massiva, considerando que milhões de pessoas serão afetadas.
