12 Líderes Em Cibersegurança E Privacidade de Dados Em Portugal Em 2026
A paisagem digital de Portugal transformou-se radicalmente nos últimos anos. Em 2026, o país não é apenas um destino turístico de eleição, mas um verdadeiro “hub” tecnológico europeu. Com o aumento da digitalização, cresceu também a responsabilidade de proteger dados sensíveis. A cibersegurança deixou de ser uma questão técnica de “TI” para se tornar uma prioridade absoluta nas salas de administração das maiores empresas e no governo.
Mas quem são as mentes brilhantes por trás desta defesa digital? Quem são os estrategas que garantem que os nossos dados bancários, informações de saúde e segredos de estado permanecem seguros contra ciberataques cada vez mais sofisticados, muitas vezes impulsionados por Inteligência Artificial?
Neste artigo, destacamos 12 líderes incontornáveis em cibersegurança e privacidade de dados em Portugal em 2026. Estes profissionais combinam conhecimento técnico profundo, visão estratégica e uma capacidade única de liderança. Eles operam em setores críticos como banca, energia, governo e consultoria, moldando o futuro da segurança digital no nosso país.
O Cenário da Cibersegurança em Portugal em 2026
Antes de conhecermos os líderes, é importante entender o campo de batalha. Em 2026, Portugal enfrenta desafios complexos. A implementação total da diretiva NIS2 da União Europeia obrigou as empresas a reforçar as suas defesas. Além disso, a Lei da Inteligência Artificial (AI Act) trouxe novas regras para a privacidade de dados.
Os líderes que vamos apresentar não se limitam a bloquear hackers. Eles criam culturas de segurança, educam a população e influenciam políticas públicas. Eles são os guardiões da confiança digital.
Principais Desafios do Setor:
- Ransomware com IA: Ataques automatizados e mais rápidos.
- Escassez de Talento: Dificuldade em reter profissionais qualificados em Portugal.
- Conformidade Regulatória: Adaptação contínua ao RGPD e novas normas europeias.
1. Lino Santos: A Voz da Defesa Nacional
Como coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), Lino Santos continua a ser uma figura central em 2026. O seu trabalho na consolidação da estratégia nacional de segurança do ciberespaço é fundamental. Ele lidera a resposta a incidentes críticos que afetam o Estado e infraestruturas vitais. A sua liderança é marcada pela promoção da cooperação entre o setor público e privado.
| Característica | Detalhe |
| Cargo | Coordenador do CNCS |
| Foco Principal | Segurança do Estado e Infraestruturas Críticas |
| Impacto | Definição de políticas públicas e resposta a crises nacionais |
Lino Santos tem sido fundamental para educar a administração pública sobre a higiene cibernética, um legado que se reflete na resiliência das instituições portuguesas hoje.
2. Rui Shantilal: O Estratega Empresarial
Rui Shantilal é um nome que dispensa apresentações no setor privado. Com uma vasta experiência em gestão e consultoria de segurança, ele destaca-se pela capacidade de traduzir riscos técnicos em linguagem de negócio. Em 2026, a sua influência na formação de novos líderes e na consultoria de alto nível para grandes corporações mantém-se forte. Ele defende que a cibersegurança é um investimento de negócio, não um custo.
| Característica | Detalhe |
| Área | Consultoria e Gestão de Risco |
| Visão | Segurança como facilitador de negócios |
| Ponto Forte | Comunicação entre equipas técnicas e administração (C-Level) |
A sua abordagem pragmática ajudou dezenas de empresas portuguesas a evitar prejuízos milionários decorrentes de falhas de segurança.
3. Filipa Calvão: A Guardiã da Privacidade
No campo da Privacidade de Dados, Filipa Calvão (ligada historicamente à CNPD – Comissão Nacional de Proteção de Dados) é uma referência de autoridade. A proteção de dados em Portugal não seria a mesma sem a sua interpretação rigorosa do RGPD. Em 2026, com o aumento da recolha de dados biométricos e comportamentais, a liderança na regulação é mais crucial do que nunca.
Nota Importante: A privacidade não é apenas sobre esconder dados, é sobre garantir a liberdade individual na era digital.
| Característica | Detalhe |
| Foco | Regulação e Conformidade (RGPD) |
| Desafio 2026 | Regulação de dados em ambientes de Inteligência Artificial |
| Influência | Jurídica e Ética |
4. Bruno Horta Soares: O Evangelista da Governança
Bruno Horta Soares é amplamente reconhecido pela sua ligação à ISACA e pela promoção de boas práticas de governança de TI. Ele é um educador nato. Em 2026, continua a ser um dos oradores mais requisitados em conferências, ajudando a fechar a lacuna entre a tecnologia e a gestão executiva. A sua visão foca-se na transformação digital segura.
| Característica | Detalhe |
| Especialidade | Governança de TI e Auditoria |
| Papel | Conselheiro Executivo e Formador |
| Contribuição | Profissionalização da carreira de auditor de sistemas |
5. André Baptista: O Talento da Nova Geração
Representando uma geração mais jovem e técnica, André Baptista ganhou fama internacional como “hacker ético” de topo. Em 2026, ele já não é apenas um competidor de CTF (Capture The Flag), mas um líder empresarial na área de testes de intrusão (Penetration Testing). A sua capacidade de pensar como um atacante para defender as empresas torna-o um ativo valioso para o ecossistema português.
A sua liderança inspira jovens estudantes a seguirem carreiras em cibersegurança, mostrando que Portugal tem talento de classe mundial.
| Característica | Detalhe |
| Origem | Ethical Hacking / Competições CTF |
| Foco Atual | Segurança Ofensiva e Empreendedorismo |
| Legado | Inspiração para novos talentos técnicos |
6. CISO da EDP (Representante do Setor Energético)
O setor da energia é, talvez, o alvo mais crítico em 2026. A liderança de segurança na EDP (Energias de Portugal) é essencial para a estabilidade do país. O/A Responsável de Segurança da Informação (CISO) desta entidade gere uma das redes mais complexas, protegendo a distribuição de energia contra atores estatais e criminosos.
Devido à natureza rotativa de cargos corporativos, destacamos a função e a equipa de liderança que mantém a infraestrutura elétrica segura contra sabotagem digital.
| Característica | Detalhe |
| Setor | Infraestruturas Críticas (Energia) |
| Ameaça Principal | Ciberguerra e Sabotagem Industrial |
| Estratégia | Resiliência Operacional e Redundância |
7. Pedro Tavares: O Educador e Analista
Pedro Tavares é uma referência na análise de malware e na disseminação de conhecimento. Fundador do blog “Segurança Informática”, ele democratizou o acesso à informação técnica em Portugal. Em 2026, o seu trabalho continua vital para alertar sobre novas campanhas de phishing e malware que visam especificamente os cidadãos portugueses.
Ele combina a curiosidade técnica com uma capacidade pedagógica, tornando temas complexos acessíveis ao público geral.
| Característica | Detalhe |
| Atividade | Análise de Malware e Blogging |
| Público | Comunidade técnica e utilizadores finais |
| Missão | Consciencialização e Alerta Precoce |
8. CISO do Grupo Millennium bcp (Setor Bancário)
A banca é o setor onde a confiança é a moeda mais valiosa. A liderança de cibersegurança no maior banco privado português define o padrão para todo o sistema financeiro. Em 2026, o foco deste líder está na prevenção de fraude digital avançada, proteção de carteiras de criptoativos (agora integradas na banca tradicional) e na segurança das aplicações móveis.
Este perfil de liderança exige uma postura de “zero trust” (confiança zero) e uma monitorização 24/7.
| Característica | Detalhe |
| Setor | Serviços Financeiros |
| Prioridade | Proteção de Ativos e Dados de Clientes |
| Tecnologia | IA para deteção de fraude em tempo real |
9. Inês Oliveira: A Voz Jurídica na Cibersegurança
A cibersegurança não vive sem a lei. Inês Oliveira (e perfis similares na advocacia tecnológica) tem liderado a discussão sobre a responsabilidade legal em casos de ciberataques. Em 2026, com litígios sobre fugas de dados a aumentarem, a sua experiência em navegar nas águas turvas da legislação europeia e nacional é indispensável para as empresas.
Ela ajuda as organizações a entenderem que a conformidade legal é uma vantagem competitiva, não apenas uma obrigação.
| Característica | Detalhe |
| Área | Direito Digital e Cibersegurança |
| Foco | Gestão de Crise Legal e Compliance |
| Importância | Mitigação de multas e danos reputacionais |
10. José Tribolet: O Visionário Académico
O Professor José Tribolet, do Instituto Superior Técnico, é um dos “pais” da engenharia organizacional e sistemas de informação em Portugal. Embora a sua carreira seja longa, a sua visão sobre a “identidade digital” e a segurança dos sistemas organizacionais permanece vanguardista em 2026. Ele continua a influenciar a forma como a arquitetura de segurança é ensinada e implementada.
A sua liderança é intelectual, moldando as mentes que irão construir o futuro digital do país.
| Característica | Detalhe |
| Instituição | Academia / INESC |
| Legado | Engenharia Organizacional |
| Visão | Segurança integrada na arquitetura do sistema |
11. Jorge Pinto: O Auditor de Referência
Num mercado que exige certificações (como a ISO 27001), líderes como Jorge Pinto, ligados à auditoria e normalização, são essenciais. Eles garantem que as empresas não dizem apenas que são seguras, mas provam-no. Em 2026, com a obrigatoriedade de auditorias de segurança para mais setores, o seu papel de verificação independente é um pilar da confiança económica.
| Característica | Detalhe |
| Foco | Normas ISO e Auditoria |
| Objetivo | Garantia de Qualidade e Segurança |
| Impacto | Certificação de empresas nacionais |
12. Nuno Loureiro: Inovação em Web Security
Nuno Loureiro, conhecido pelo seu trabalho em segurança web e ferramentas open-source, representa a inovação portuguesa que chega ao mundo. Em 2026, a segurança de aplicações web e APIs é crítica, dado que quase todos os serviços estão na “nuvem”. A sua liderança técnica demonstra que Portugal pode produzir tecnologia de ponta para resolver problemas globais de segurança.
| Característica | Detalhe |
| Área | Segurança de Aplicações Web |
| Estilo | Inovação Técnica e Open Source |
| Alcance | Global, a partir de Portugal |
Tendências que Definem a Liderança em 2026
Ser um líder em cibersegurança em 2026 exige mais do que saber configurar uma firewall. O perfil do líder mudou drasticamente. Abaixo, analisamos as competências que unem estes 12 profissionais.
Inteligência Artificial como Aliada e Inimiga
Todos estes líderes tiveram de adaptar as suas estratégias para incorporar a IA. Por um lado, utilizam a IA para detetar ameaças em milissegundos. Por outro, combatem “Deepfakes” e ataques de engenharia social gerados por IA que são quase indistinguíveis da realidade.
A Ascensão do BISO (Business Information Security Officer)
Uma tendência clara em 2026 é a aproximação da segurança ao negócio. Muitos destes líderes atuam como BISOs, garantindo que as medidas de segurança não bloqueiam a inovação, mas sim a viabilizam de forma segura.
Sustentabilidade Digital
Um novo tópico na agenda destes líderes é o impacto ambiental dos dados. Armazenar petabytes de dados “lixo” consome energia. Uma boa higiene de dados (Data Privacy) é agora também uma medida ecológica.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Aqui estão algumas das dúvidas mais comuns sobre o panorama da cibersegurança em Portugal.
1. Portugal é um alvo frequente de ciberataques?
Sim. Devido à sua posição geopolítica e à digitalização rápida da economia, Portugal sofre ataques frequentes, especialmente nos setores da banca, energia e telecomunicações.
2. O que é necessário para ser um líder em cibersegurança?
Não basta conhecimento técnico. É necessário ter capacidades de comunicação, gestão de crise, ética forte e uma compreensão profunda das leis de privacidade (como o RGPD).
3. As empresas portuguesas estão preparadas para 2026?
As grandes empresas (PSI) estão bem preparadas, seguindo normas internacionais. No entanto, as PME (Pequenas e Médias Empresas) ainda enfrentam desafios significativos devido à falta de orçamento e recursos humanos especializados.
4. Qual o salário médio de um especialista em cibersegurança em Portugal?
Em 2026, a procura supera a oferta. Um especialista júnior pode começar com salários competitivos, enquanto cargos de liderança (CISO) em grandes empresas podem auferir valores muito elevados, comparáveis a outros cargos de direção executiva.
Palavras Finais
A cibersegurança em Portugal vive um momento de maturidade em 2026. Os 12 líderes apresentados neste artigo são a prova de que o país possui talento e visão para enfrentar as ameaças do mundo digital. Desde a defesa das fronteiras digitais nacionais pelo CNCS até à inovação dos hackers éticos e à regulação rigorosa da privacidade, o ecossistema é robusto.
No entanto, a segurança é um processo contínuo, não um estado final. À medida que a tecnologia avança, novos líderes surgirão. Mas, por agora, são estes os nomes que garantem que podemos navegar, trabalhar e viver online com confiança. Proteger dados é proteger pessoas, e essa é a missão nobre que une todos estes profissionais.
Se procura seguir uma carreira nesta área, inspire-se nestes perfis. O futuro de Portugal depende de uma defesa digital forte, ética e competente.
