Lionel Messi em lágrimas, depois marca duas vezes para a Argentina em um jogo emocionante – Assista
Lionel Messi não conseguiu conter as lágrimas antes do confronto das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 contra a Venezuela, na sexta-feira, mas o craque transformou essa emoção em uma performance memorável, marcando dois gols e guiando a Argentina para uma vitória convincente por 3 a 0. Essa partida, realizada no icônico Estádio Monumental em Buenos Aires, pode ter sido a última de Messi em solo argentino pelas eliminatórias, e ele foi recebido por uma ovação estrondosa de uma multidão de mais de 80 mil torcedores, que lotaram o estádio para homenagear o ídolo. Embora Messi, aos 38 anos, ainda não tenha anunciado oficialmente seus planos de aposentadoria da seleção, ele confirmou que esse seria seu último jogo qualificatório em casa, o que adicionou um peso emocional extra ao evento, com o jogador visivelmente comovido durante o aquecimento e até mesmo durante o hino nacional, acompanhado por seus três filhos no campo. No entanto, assim que o apito inicial soou, Messi deixou as emoções de lado e voltou a exibir o talento que o consagrou como oito vezes vencedor da Bola de Ouro, contribuindo decisivamente para o domínio argentino ao longo dos 90 minutos.
O jogo começou com a Argentina, atual campeã mundial e já classificada para a Copa de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México, impondo pressão desde os primeiros momentos, criando várias oportunidades de gol com jogadores como Nicolás Tagliafico e Franco Mastantuono, mas sendo repetidamente barrada pelo goleiro venezuelano Rafael Romo, que fez defesas impressionantes no início. Messi abriu o placar aos 39 minutos do primeiro tempo, em uma jogada rápida de contra-ataque orquestrada por Julián Álvarez, que driblou dois defensores dentro da área e, em vez de finalizar, optou por um passe preciso para Messi, que executou um toque sutil e elegante por cima do goleiro e de dois zagueiros, mandando a bola para o canto superior direito da rede, um golaço que levantou a torcida e marcou seu 113º gol pela seleção argentina. Essa finalização não só quebrou o gelo da partida, mas também destacou a sintonia perfeita entre Messi e Álvarez, com o atacante do Manchester City demonstrando visão de jogo ao priorizar o passe em vez do chute individual, uma característica que tem sido fundamental no sucesso recente da Albiceleste. Pouco antes do intervalo, Thiago Almada quase ampliou o placar com um chute colocado de fora da área, mas Romo fez uma defesa espetacular, desviando a bola para escanteio e mantendo o placar em 1 a 0 ao fim do primeiro tempo.
No segundo tempo, a Argentina continuou a pressionar com intensidade, com Messi no centro das ações ofensivas, criando espaços e distribuindo passes precisos, embora tenha tido uma chance clara aos 60 minutos, quando driblou defensores na área e chutou, mas foi parado novamente por Romo. O segundo gol veio aos 76 minutos, quando Nicolás González cruzou da esquerda após um rápido tiro livre cobrado por Messi, e Lautaro Martínez, o artilheiro do Inter de Milão, completou de cabeça em um mergulho preciso, ampliando para 2 a 0 e consolidando o domínio argentino. Apenas quatro minutos depois, aos 80 minutos, Messi fechou o placar com seu segundo gol da noite, recebendo uma assistência perfeita de Thiago Almada, que fez uma corrida incisiva pela defesa venezuelana e cruzou rasteiro para Messi empurrar a bola para o gol vazio, selando a vitória por 3 a 0 e quebrando o recorde de gols em eliminatórias sul-americanas da CONMEBOL, chegando a 31 gols em 72 jogos, superando marcas anteriores e reforçando seu status como o maior artilheiro da história dessa competição. Essa performance não só garantiu os três pontos, mas também serviu como uma despedida poética, com Messi jogando os 90 minutos completos e sendo ovacionado ao final, enquanto o técnico Lionel Scaloni destacou a importância emocional do jogo, anunciando que Messi não viajaria para o próximo compromisso contra o Equador devido ao cansaço.
Após a partida, Messi compartilhou suas emoções em entrevistas, dizendo que “terminar assim, aqui com meu povo, é um sonho que sempre tive”, e refletiu sobre as experiências boas e ruins no Estádio Monumental, enfatizando o prazer de jogar diante dos torcedores argentinos. Ele também mencionou que sua participação na Copa de 2026 dependerá de como se sentir fisicamente, afirmando que “se eu me sentir bem, vou desfrutar; se não, prefiro não estar lá”, destacando que os nove meses até o torneio são um longo período e que o tempo está passando, especialmente considerando que as próximas eliminatórias para 2030 começam em 2027, quando ele terá 40 anos. A atmosfera no estádio foi intensificada por tributos, como faixas e murais dos fãs, cânticos dedicados a Messi e até uma mensagem da CONMEBOL chamando o jogo de “a última dança”, enquanto o treinador Scaloni incentivou os torcedores a aproveitarem o momento, reconhecendo o privilégio de treinar um jogador como Messi. Jovens talentos como Franco Mastantuono, de 18 anos, que fez sua estreia como titular e impressionou com 69 toques na bola, 86% de precisão nos passes e conexões promissoras com Messi, e Nico Paz, que entrou nos minutos finais, mostram a evolução da seleção argentina, misturando experiência com juventude.
Uruguai de Marcelo Bielsa Garante Vaga na Copa com Vitória Sobre o Peru
Enquanto isso, o Uruguai, sob o comando de Marcelo Bielsa, confirmou sua classificação para a Copa do Mundo de 2026 com uma vitória sólida por 3 a 0 sobre o Peru em casa, na quinta-feira, em um jogo que reuniu cerca de 60 mil torcedores no Estádio Centenário, em Montevidéu. A Colômbia também avançou, batendo a Bolívia pelo mesmo placar de 3 a 0, com gols de James Rodríguez, Jhon Córdoba e Fernando Quintero, garantindo a quinta posição na tabela com 25 pontos. O Paraguai, por sua vez, selou sua vaga após 16 anos de ausência em Copas do Mundo com um empate sem gols contra o Equador, que já estava classificado e caiu para a quarta posição com 26 pontos.
O Uruguai abriu o placar aos 14 minutos com Rodrigo Aguirre, do Club América, que subiu alto para cabecear uma bola no canto superior, superando o goleiro peruano Pedro Gallese, em uma jogada que demonstrou a força aérea da equipe. Giorgian de Arrascaeta e Federico Viñas completaram o placar, garantindo os três pontos e elevando o Uruguai à terceira posição com 27 pontos, precisando apenas de um empate para se classificar, mas entregando uma performance convincente. Bielsa, aos 70 anos, agora leva sua terceira seleção à Copa do Mundo, após passagens pela Argentina em 2002 (com uma eliminação na fase de grupos) e pelo Chile em 2010 (chegando às oitavas de final), e sua nomeação em 2023 gerou grande expectativa, embora a campanha tenha tido altos e baixos. O sistema de qualificação da CONMEBOL, que oferece seis vagas diretas e uma para repescagem intercontinental entre as 10 seleções, facilitou o caminho para times como Uruguai, que souberam capitalizar em jogos chave.
Outros resultados da rodada incluíram a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Chile no Maracanã, com gols de Estevão, Lucas Paquetá e Bruno Guimarães, impulsionando a seleção para a segunda posição com 28 pontos sob o comando de Carlo Ancelotti. Essas vitórias destacam a competitividade das eliminatórias sul-americanas, com a Argentina liderando com 38 pontos e se preparando para o último jogo contra o Equador, enquanto a Venezuela, com 18 pontos na sétima posição, ainda luta por uma vaga na repescagem e enfrentará a Colômbia em casa, com a Bolívia logo atrás com 17 pontos após uma derrota.
Contexto das Eliminatórias e o Legado de Messi
Esses resultados pintam um quadro completo do avanço das eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2026, com seis vagas diretas já garantidas para Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Colômbia e Equador, enquanto times como Venezuela e Bolívia disputam a repescagem. Para Messi, o jogo contra a Venezuela ganha um tom ainda mais especial, especialmente após declarações do técnico Scaloni sobre desfrutar do que pode ser o “canto do cisne” de Messi em casa, e com Bielsa mirando sua terceira Copa, o foco se volta para o legado do astro argentino.
Messi, nascido em 24 de junho de 1987 em Rosário, Argentina, construiu uma carreira lendária, com conquistas como a Copa do Mundo de 2022 no Catar, onde liderou a Argentina ao título com gols decisivos, incluindo na final contra a França, e múltiplos troféus com o Barcelona, como La Liga e Liga dos Campeões, além de seu tempo no Paris Saint-Germain e agora no Inter Miami, onde continua a quebrar recordes, como igualar marcas de Cristiano Ronaldo. Fontes confiáveis como Reuters, AP News e The New York Times confirmam seu impacto, com 36 gols em eliminatórias sul-americanas, superando Luis Suárez (29) e Marcelo Moreno (22), e um total de mais de 800 gols em sua carreira profissional. Apesar de lesões recentes, como uma no tornozelo que o afastou de jogos pelo Inter Miami, Messi mostrou resiliência nessa partida, jogando os 90 minutos e contribuindo com assistências e liderança, enquanto jovens como Mastantuono e Almada indicam uma transição suave para a nova geração da seleção.
O evento também destacou o lado humano de Messi, que entrou em campo com seus filhos Thiago, Mateo e Ciro, compartilhando momentos familiares antes e após o jogo, e recebendo tributos de fãs e organizações como a CONMEBOL, que o celebraram como uma lenda viva. Com a Copa de 2026 se aproximando, Messi pondera seu futuro, mas performances como essa reforçam por que ele é considerado um dos maiores de todos os tempos, com um legado que transcende estatísticas e inspira gerações. Para mais detalhes sobre sua carreira, perfis oficiais da FIFA e coberturas da CONMEBOL oferecem insights verificados e atualizados até setembro de 2025, enfatizando sua contribuição para o futebol global e o orgulho argentino.
