Ucrânia destrói oleoduto russo perto de Moscovo em grande ataque
A inteligência militar da Ucrânia realizou um ataque contra um oleoduto crítico que fornecia combustível às forças russas nas proximidades de Moscou, em 31 de outubro, destruindo todas as três linhas do sistema Koltsevoy de 400 quilômetros — um golpe que as autoridades chamaram de “grande revés” à logística militar da Rússia. O ataque ocorreu enquanto a Rússia intensificava sua própria campanha contra a infraestrutura energética ucraniana, lançando 223 drones durante a noite de sexta para sábado, que mataram pelo menos quatro civis e feriram outros 48 em várias regiões.
Oleoduto estratégico paralisado em operação secreta
A Direção Principal de Inteligência (HUR) confirmou que a operação teve como alvo o oleoduto Koltsevoy, no distrito de Ramensky, na região de Moscou, destruindo simultaneamente as três linhas de combustível, apesar das defesas antidrone e da segurança armada que protegiam a instalação. O oleoduto transportava gasolina, diesel e combustível de aviação das refinarias de Ryazan, Nizhny Novgorod e Moscou diretamente para as forças militares russas.
A HUR informou que a capacidade anual do oleoduto era de até 3 milhões de toneladas de combustível de aviação, 2,8 milhões de toneladas de diesel e 1,6 milhão de toneladas de gasolina. “Nossos ataques tiveram mais impacto do que as sanções”, declarou o chefe da HUR, Kyrylo Budanov, descrevendo a operação como causadora de danos diretos mais significativos à Rússia do que as medidas econômicas internacionais.
O ataque representa a continuidade da estratégia ucraniana de atingir a infraestrutura energética russa para interromper operações militares e exercer pressão econômica sobre Moscou. As forças ucranianas vêm atacando sistematicamente refinarias e instalações de combustível russas ao longo de 2025, com autoridades afirmando que essas operações têm sido mais eficazes do que as sanções ocidentais.
Rússia intensifica guerra energética contra a Ucrânia
O ataque ao oleoduto coincidiu com a sustentada ofensiva da Rússia contra a infraestrutura energética ucraniana, que tem causado apagões generalizados e restrições de energia em todo o país. Segundo uma análise da AFP baseada em dados ucranianos, a Rússia lançou 270 mísseis contra a Ucrânia apenas em outubro — o maior número mensal registrado desde o início de 2023.
Moscou lançou 223 drones contra a Ucrânia durante a madrugada de sábado, com as defesas aéreas ucranianas interceptando 206 deles, enquanto 17 atingiram alvos em sete regiões diferentes. Os ataques mataram pelo menos quatro civis e feriram 48 outros, incluindo crianças, atingindo áreas residenciais em Mykolaiv, Kherson, Zaporizhzhia e outras regiões.
Um ataque russo com míssil balístico em Mykolaiv matou uma pessoa e feriu outras 15, incluindo uma criança, ao atingir um posto de combustível e danificar vários veículos. Na região de Kherson, as forças russas mataram duas pessoas e feriram 22 em ataques a mais de 20 povoados.
A intensificação da guerra energética gerou preocupação internacional, com o G7 condenando os ataques russos por causarem “consequências sociais, ambientais e econômicas devastadoras” à Ucrânia. Autoridades ucranianas classificaram a ofensiva russa contra a infraestrutura energética como “terrorismo nuclear”, devido ao potencial impacto sobre as operações de instalações nucleares.
