Cibersegurança

18 líderes em cibersegurança e privacidade de dados na Guiné-Bissau em 2026

A transformação digital na África Ocidental avança a um ritmo sem precedentes, e Bissau não é exceção. Em 2026, a Cibersegurança e Privacidade de Dados na Guiné-Bissau deixaram de ser apenas conceitos técnicos para se tornarem pilares fundamentais da soberania nacional e da estabilidade económica. Com a implementação da Estratégia Nacional para a Transformação Digital e a digitalização de serviços essenciais — desde a banca até à administração pública —, surge uma nova classe de líderes.

Estes profissionais, gestores públicos e diretores de tecnologia estão na linha da frente da defesa contra ciberameaças, garantindo que os dados dos cidadãos e das empresas permaneçam seguros. Neste artigo, destacamos as 18 figuras e cargos de liderança que estão a definir o ecossistema de segurança digital no país este ano.

Por Que a Liderança em Cibersegurança é Crucial Agora?

A Guiné-Bissau vive um momento histórico de modernização. Com a entrada de novos operadores de telecomunicações (como a transição da MTN para a Telecel) e o apoio de parceiros internacionais como o Banco Mundial e o PNUD, a infraestrutura de internet expandiu-se. No entanto, com maior conectividade vêm maiores riscos.

A liderança eficaz em Cibersegurança e Privacidade de Dados na Guiné-Bissau é vital para:

  • Proteger a Economia Digital: Garantir transações seguras no crescente setor de mobile money.
  • Defesa da Soberania: Proteger dados governamentais sensíveis contra espionagem ou sabotagem.
  • Confiança Pública: Assegurar aos cidadãos que os seus dados biométricos e fiscais estão protegidos.

Estes 18 líderes representam a vanguarda desta missão crítica.

Top 18 Líderes em Cibersegurança e Privacidade de Dados na Guiné-Bissau

1: José Carlos Esteves (Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital)

Como titular da pasta que tutela a Economia Digital, o Ministro José Carlos Esteves é a figura política central na definição das políticas de Cibersegurança e Privacidade de Dados na Guiné-Bissau. O seu mandato tem focado na criação de um quadro legal robusto que permita a digitalização segura da administração pública.

Sob a sua liderança, o ministério tem trabalhado na implementação prática da Estratégia Nacional para a Transformação Digital, assegurando que a segurança cibernética seja um pré-requisito em todos os novos projetos de infraestrutura do estado.

Foco Principal Impacto em 2026
Política Pública Criação de legislação e supervisão da estratégia digital nacional.

2: Herry Mané (Presidente da ARN-TIC)

Assumindo a presidência do Conselho de Administração da Autoridade Reguladora Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação (ARN-TIC) em meados de 2025, Herry Mané é o “xerife” do setor. A ARN-TIC é a entidade responsável por regular o mercado, e sob a sua gestão, a ênfase na proteção do consumidor e na segurança das redes aumentou significativamente.

Ele lidera a fiscalização das operadoras de telecomunicações, exigindo conformidade rigorosa com normas de segurança para proteger os dados dos utilizadores guineenses.

Foco Principal Impacto em 2026
Regulação Setorial Fiscalização das operadoras e proteção de dados dos consumidores.

3: Domingos Monteiro Correia (Diretor Nacional da Polícia Judiciária)

A cibersegurança não é apenas prevenção; é também investigação criminal. Domingos Monteiro Correia, como Diretor Nacional da Polícia Judiciária (PJ), lidera o combate ao cibercrime. A PJ tem fortalecido as suas capacidades forenses digitais para investigar fraudes online, tráfico de dados e crimes financeiros eletrónicos.

O seu papel é crucial para garantir que a impunidade não reine no ciberespaço guineense, colaborando frequentemente com a Interpol e parceiros regionais.

Foco Principal Impacto em 2026
Investigação Criminal Combate ao cibercrime, fraudes online e forense digital.

4: João Frederico (Presidente do ITMA)

O Instituto Tecnológico de Modernização Administrativa (ITMA) é o braço técnico da digitalização do governo. João Frederico lidera a equipa que desenha e implementa as soluções tecnológicas do Estado. A sua prioridade é garantir que a arquitetura dos sistemas públicos seja segura por design (security by design).

Ele é fundamental na integração de sistemas de diferentes ministérios, assegurando que a interoperabilidade não crie brechas de segurança.

Foco Principal Impacto em 2026
Modernização Pública Segurança na arquitetura dos sistemas de e-Gov.

5: Dra. Zenaida Maria Lopes Cassamá (Diretora Nacional do BCEAO)

No setor financeiro, a segurança é sinónimo de estabilidade. Como Diretora Nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) para a Guiné-Bissau, a Dra. Zenaida Cassamá supervisiona a segurança do sistema bancário.

Ela impõe diretrizes rigorosas aos bancos comerciais sobre a proteção de dados financeiros e a resiliência contra ataques cibernéticos, sendo uma líder chave na confiança do sistema financeiro nacional.

Foco Principal Impacto em 2026
Segurança Financeira Regulação da cibersegurança no setor bancário.

6: Direção Técnica da Orange Bissau

A Orange Bissau continua a ser um dos maiores players de telecomunicações e fornecedores de internet. A sua liderança técnica (CTO/CISO) desempenha um papel vital na manutenção da infraestrutura crítica do país.

Eles investem pesadamente em firewalls, monitorização de rede e proteção contra ataques DDoS, garantindo que a espinha dorsal da internet na Guiné-Bissau permaneça operacional e segura para milhares de clientes.

Foco Principal Impacto em 2026
Infraestrutura Crítica Proteção da rede móvel e de dados do maior operador.

7: Liderança da Telecel Guiné-Bissau (Ex-MTN)

Após a aquisição da operação da MTN, a Telecel assumiu um papel estratégico. A nova gestão e equipa técnica trouxeram novas abordagens para a segurança de rede e serviços financeiros móveis.

A liderança de TI da Telecel é responsável por garantir a migração segura de dados de milhões de subscritores e a introdução de novas tecnologias que cumprem os padrões internacionais de privacidade.

Foco Principal Impacto em 2026
Transição Segura Segurança de dados durante fusões e operações móveis.

8: Rosa Brito (Representante do Banco Mundial)

Embora não seja uma técnica de TI, Rosa Brito tem um papel de liderança inegável como facilitadora. O Banco Mundial financia projetos estruturantes, como o recenseamento digital e a modernização da administração.

A sua supervisão garante que estes projetos financiados incluam componentes robustos de cibersegurança e proteção de dados, influenciando diretamente a qualidade da infraestrutura digital implementada no país.

Foco Principal Impacto em 2026
Financiamento Estratégico Garantia de requisitos de segurança em projetos financiados.

9: Representante Residente do PNUD

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é o parceiro chave na elaboração da Estratégia Nacional de Transformação Digital. A liderança local do PNUD foca na capacitação e na governação digital.

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Eles promovem workshops, trazem especialistas internacionais e ajudam a criar políticas que respeitam os direitos humanos na era digital, incluindo a privacidade dos dados dos cidadãos.

Foco Principal Impacto em 2026
Capacitação e Governação Apoio à estratégia nacional e formação em direitos digitais.

10: Gino Mendes (Diretor Geral das Contribuições e Impostos)

A digitalização fiscal é uma realidade crescente. Gino Mendes lidera a Direção Geral das Contribuições e Impostos (DGCI), que gere bases de dados massivas de contribuintes.

A segurança destes dados fiscais é crítica. A sua liderança foca na implementação de sistemas que evitam a fuga de informação sensível e garantem a integridade da arrecadação de receitas do Estado através de canais digitais.

Foco Principal Impacto em 2026
Dados Fiscais Proteção de bases de dados tributárias e sistemas de pagamento.

11: Doménico Oliveira Sanca (Diretor Geral das Alfândegas)

Semelhante à DGCI, as Alfândegas lidam com o comércio internacional e dados sensíveis de importação/exportação. Doménico Sanca tem impulsionado a modernização dos sistemas aduaneiros (como o SYDONIA).

A sua gestão prioriza a segurança destas plataformas para evitar fraudes aduaneiras e garantir que os dados comerciais das empresas que operam na Guiné-Bissau estejam protegidos contra acessos não autorizados.

Foco Principal Impacto em 2026
Segurança Aduaneira Proteção de sistemas de comércio externo e dados logísticos.

12: Diretor de TI do Banco da África Ocidental (BAO)

Como um dos principais bancos comerciais do país, o BAO detém dados financeiros de grandes empresas e particulares. O responsável pela Tecnologia de Informação e Segurança do banco é um “guardião” invisível, mas essencial.

Este líder implementa protocolos de encriptação, autenticação de dois fatores e monitorização constante para prevenir fraudes bancárias, que são uma das maiores ameaças à economia digital.

Foco Principal Impacto em 2026
Banca Comercial Defesa contra fraudes e proteção de ativos de clientes.

13: Diretor de Segurança de Informação (CISO) do Ecobank Guiné-Bissau

O Ecobank, com a sua forte presença pan-africana, traz standards internacionais de segurança para Bissau. O seu líder local de segurança de informação aplica políticas corporativas rigorosas.

Este papel é fundamental para definir o padrão de mercado, influenciando outros bancos a elevarem o nível da sua Cibersegurança e Privacidade de Dados na Guiné-Bissau.

Foco Principal Impacto em 2026
Standards Internacionais Aplicação de normas globais de segurança bancária localmente.

14: Presidente do Tribunal de Contas

A digitalização chegou à fiscalização das contas públicas. Com o apoio de doadores internacionais, o Tribunal de Contas recebeu equipamentos e sistemas para digitalizar auditorias.

O Presidente desta instituição lidera a garantia de que estes registos de auditoria, muitas vezes confidenciais e politicamente sensíveis, sejam armazenados de forma segura e inalterável, protegendo a integridade da fiscalização do Estado.

Foco Principal Impacto em 2026
Integridade de Dados Segurança de auditorias e dados de contas públicas.

15: Abdel Deepak Jaquité (Diretor na ARN-TIC)

Como Diretor de Relações Exteriores e Cooperação na ARN, Abdel Jaquité desempenha um papel vital na conexão da Guiné-Bissau com o ecossistema global de cibersegurança.

Ele facilita parcerias com entidades como a UIT (União Internacional de Telecomunicações) e a CPLP, trazendo melhores práticas, formação e alertas de segurança globais para o contexto nacional.

Foco Principal Impacto em 2026
Cooperação Internacional Ponte com organizações globais de segurança cibernética.

16: Ministério Público (Procuradoria-Geral da República)

A aplicação da lei no ciberespaço requer procuradores especializados. A liderança dentro da Procuradoria-Geral responsável pelos crimes informáticos é essencial para traduzir investigações técnicas em processos judiciais sólidos.

Este papel assegura que os cibercriminosos sejam efetivamente processados, criando uma dissuasão legal necessária para um ambiente digital seguro.

Foco Principal Impacto em 2026
Justiça Digital Processamento judicial de crimes cibernéticos.

17: Reitor da Universidade Amílcar Cabral (UAC)

O futuro da cibersegurança depende de talento. A liderança académica da UAC, através da reitoria e dos departamentos de engenharia/tecnologia, é responsável por formar a próxima geração de especialistas.

Ao atualizar currículos e promover parcerias tecnológicas, este líder académico planta as sementes para que a Guiné-Bissau tenha soberania técnica nos próximos anos.

Foco Principal Impacto em 2026
Educação e Formação Formação de capital humano em TI e segurança.

18: Clode Sanhá (Diretor de Radiocomunicações e Engenharia da ARN)

A segurança do espectro radioelétrico e da infraestrutura física é a base de tudo. Clode Sanhá, na ARN, supervisiona a parte técnica das comunicações.

O seu trabalho garante que as frequências usadas para serviços de segurança e emergência não sofram interferências e que a engenharia por trás da conectividade nacional seja robusta e resiliente a falhas.

Foco Principal Impacto em 2026
Segurança de Engenharia Proteção do espectro e infraestrutura técnica de comunicações.

Conclusão

A Cibersegurança e Privacidade de Dados na Guiné-Bissau em 2026 não é obra de uma única pessoa, mas sim o resultado de um esforço conjunto entre governo, reguladores, setor privado e parceiros internacionais. Os 18 líderes listados acima — desde ministros e diretores de polícia a técnicos bancários e educadores — formam o escudo que protege o desenvolvimento digital do país.

À medida que a Guiné-Bissau avança para uma economia mais conectada, o papel destas figuras torna-se cada vez mais central. Para investidores e cidadãos, acompanhar o trabalho destas entidades é a melhor forma de compreender a maturidade e a segurança do ambiente digital guineense.